TECNOLOGIA DE VIDEOCONFERÊNCIA COMPARTILHA CONHECIMENTOS MÉDICOS PELO BRASIL
Desde 2003, a Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) inova em tecnologia da informação a serviço da saúde. O uso da videoconferência é parte integrante do dia a dia dos profissionais da área de saúde ligados à instituição.
Essa história de sucesso começou com uma simples e importante doação de equipamento de videoconferências feito pela Polycom, fabricante e líder do setor, por meio da Organização não-governamental Medical Missions for Children. O objetivo era a discutir com a equipe do John Hopkins Hospital, em Baltimore, nos Estados Unidos, o caso clínico complexo de um menino que apresentava uma tumoração torácica. A utilização do aparelho foi um sucesso, abrindo as portas para a continuidade da parceria. A seguir, uma rede de conexões foi estabelecida com a Rede Nacional de Pesquisas (RNP) do Ministério de Ciências e Tecnologia e com sua Rede Universitária de Telemedicina (RUTE). Em maio de 2008, formou-se o Grupo de Interesse Especial (SIG) em Saúde e Medicina de Crianças e Adolescentes com a coordenação da Dra. Evelyn Eisenstein, professora adjunta da FCM e da Dra Suzy Santana Cavalcante, professora adjunta da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Desde então, em sessões mensais e atualmente quinzenais, foram sendo agregados temas de interesse dos profissionais das áreas de pediatria e afins que lidam com os cuidados de saúde de crianças e adolescentes, totalizando 30 Universidades de todas as regiões brasileiras. A Dra Evelyn Eisenstein lembra que é necessário enfatizar que toda criança tem o direito por lei e pelo nosso Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Convenção dos Direitos da Criança da ONU ao acesso gratuito ao sistema de saúde. “É justamente isto, na prática, que fazemos ao se estabelecer esta rede de telemedicina entre profissionais de saúde no Brasil, já atingindo mais de 400 colegas nestes 2 anos de atuação”, lembra a coordenadora. “Há um compromisso dos profissionais universitários que dividem seu tempo e seu saber profissional sem qualquer remuneração extra pelo trabalho feito de divulgação e atualização médica de temas prioritários para a nossa população. Estes profissionais devem ser valorizados principalmente por seus compromissos éticos e de cidadania”, conclui a Dra Eisenstein. Os debates e as trocas de informações profissionais de alta relevância compreendem temas prioritários nacionais, como direitos à saúde, prevenção da violência e abusos, epidemia de H1 N1, AIDS em pediatria, entre tantos outros. O Ministério da Saúde, através de sua Coordenação da Saúde da Criança tem apoiado e participado dessa iniciativa. As sessões são transmitidas via internet, em vídeo streaming, e o Canal Saúde da Fiocruz grava e também transmite algumas sessões selecionadas. Em Novembro de 2009, o SIG lançou uma campanha nacional de prevenção do trauma cerebral abusivo de bebês (“síndrome do bebê sacudido”) em parceria com o Children´s Hospital de Westmead, na Austrália e várias outras instituições brasileiras, com a apresentação de vídeo de 3 minutos animado por cartuns e mensagem de prevenção para os pais que lidam com o choro do bebê. Este vídeo já foi traduzido e disseminado para mais de 30 países, sendo também muito bem aceito por profissionais de saúde de todo o Brasil.
A estimativa é que o projeto já afetou diretamente entre 400 e 600 profissionais da área da saúde, pediatras e estudantes que participaram de pelo menos uma sessão de videoconferência. O desafio de interagir e discutir diagnósticos clínicos complicados ou aprender novas informações médicas disponíveis que podem ser usadas na prática diária da medicina tem sido recompensadora. O maior feito do projeto, até agora, é que a rede de profissionais cresceu rapidamente e os seus participantes estão disseminando informação sobre a telemedicina em suas instituições. Por todo este trabalho pioneiro no Brasil na área de Healthcare, o SIG, representado pela Dra. Evelyn Eisenstein, recebeu, a laurea CW Honors da ComputerWorld entre 150 trabalhos mais inovadores desenvolvidos em 2010.
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SnifBrasil uma publicação |
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