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O que esperar do cenário econômico em 2021?

É fato que a pandemia provocada pelo Covid-19 trouxe bons negócios para alguns setores e enfraqueceu outros. Entretanto, a tendência é que o ritmo permaneça assim até 2021. O mundo está se normalizando, mas ainda há uma grande interrogação em relação aos impactos econômicos que a segunda onda da pandemia pode gerar. O assunto é polêmico e gera muita reflexão para que as ações e planejamentos para o próximo ano sejam feitos com cautela. A Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) apresenta alguns pontos que merecem atenção sob a visão e perspectiva do economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale.

Um dos principais pontos que deve ser pensado é o impacto do auxílio-emergencial. Embora tenha gerado bom efeito na economia, o Brasil já estava em uma situação econômica crítica e a dívida só aumentou. "O auxílio-emergencial de R$ 600,00 podendo chegar a R$ 1.200,00 custa aos cofres públicos entre R$ 50 e R$ 60 bilhões por mês. Para se ter uma noção, o Bolsa-Família custa entre R$ 30 e R$ 35 bilhões por ano", diz Megale.

Por conta do orçamento apertado e das dívidas do País, não há recursos suficientes no orçamento para fazer a manutenção ou transição desse auxílio-emergencial para algum outro benefício em 2021. "A grande dúvida é se o Brasil será capaz de pagar essa dívida tão alta. Por conta dessa desconfiança, os mercados estão cobrando juros mais altos", explica o economista.

Segundo ele, a má notícia é que o desemprego deve continuar alto. Enquanto o auxílio-emergencial ajudou a movimentar a economia em tempos de pandemia, o encerramento dos programas de suporte deve desaquecer o consumo de alguns setores.

"Por outro lado, as classes média e alta conseguiram fazer um pouco mais de poupança, já que não investiram em viagens, compras e restaurantes. Sendo assim, essa demanda represada deve normalizar ano que vem".
 












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