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Tuberculose é a doença que mais mata portadores da AIDS

Uma doença infecciosa, altamente contagiosa e transportada pelo ar, a tuberculose é conhecida há milênios e ainda é um sério problema de saúde pública. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), somente no ano de 2018, 10 milhões de pessoas foram acometidas pela doença, dessas, 1,5 milhão vieram a óbito em decorrência de complicações.

Em pessoas portadoras de HIV a situação fica ainda mais crítica, já que apresentam quase 30 vezes mais chances de contrair a tuberculose quando comparado a outras que não possuem o vírus de imunodeficiência. No Brasil, o índice da coinfecção tuberculose - HIV é de quase 10%, segundo o Ministério da Saúde.

Embora seja tratável e curável, a cada minuto morrem três pessoas e outras seis não conseguem ser diagnosticadas por exames tradicionais, a nível mundial. A OMS recomenda a busca sistemática de casos em que a tuberculose ainda não manifestou sintomas (infecção latente por tuberculose) em todos os pacientes vivendo com o HIV.

A metodologia atual para diagnóstico da infecção latente por tuberculose, usada há mais de 100 anos, é conhecida como teste tuberculínico (PPD - do inglês purified protein derivative). Através desse teste, a tuberculina é injetada na parte inferior da pele (subcutânea) do braço e, depois de alguns dias, o paciente retorna ao médico ou laboratório para a leitura da reação. Quando se está infectado com a tuberculose, um nódulo elevado se desenvolve onde a tuberculina foi injetada. Como o sistema imunológico do paciente vivendo com o HIV pode estar comprometido, o resultado do PPD pode ser falso-negativo, e o paciente corre o risco de ter a doença ativada por desconhecer o seu estado.

De acordo com a médica infectologista, diretora clínica do Instituto Clemente Ferreira, Dra. Denise Silva Rodrigues, uma das maneiras mais efetivas de prevenir a transmissão e erradicar a doença se dá pelo diagnóstico e tratamento precoces da tuberculose ativa e da prevenção reativa da doença através do tratamento da infecção latente.

"O paciente com ILBT dificilmente saberá que está infectado e esse quadro pode persistir por anos, até que venha apresentar algum sintoma ou por algum motivo faça um teste para detectar a doença. Embora a tuberculose seja curável, quanto antes o tratamento for feito, menor será o sofrimento do paciente, assim como a taxa de disseminação da doença. Para o diagnóstico da ILTB, hoje existem testes mais precisos, que reduzem a margem de falsos-negativos e proporcionam um diagnóstico mais assertivo", comenta a especialista.

A porta de entrada do bacilo da tuberculose são as vias aéreas e a transmissão dá-se através da tosse ou fala durante o contato prolongado como uma pessoa doente. A tuberculose é uma doença séria e requer atenção. Passada a fase latente, o paciente pode apresentar sintomas como tosse crônica, febre, perda inexplicada de peso e, quando grave, sudorese noturna e até tosse com sangue. Quanto antes diagnosticada, maior será a taxa de sucesso do tratamento.  












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