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Pandemia aumenta os desafios de autistas e familiares

Com data de Conscientização Mundial no dia 2 de abril, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é caracterizado pelo comprometimento da interação social, comunicação verbal e não verbal, além do comportamento restrito e repetitivo. A doença mental não possui causas totalmente conhecidas, porém há evidências de que ocorra por uma predisposição genética. O autismo pode ser leve, moderado ou grave de acordo com a gravidade dos sintomas e da independência do autista. O autismo grave, geralmente é diagnosticado antes dos 4 anos, o moderado, as vezes, em uma idade um pouco mais avançada e o autismo leve pode ser que seja diagnosticado somente na adolescência com sintomas bem mais brandos.

Em 2020, a prevalência de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aumentou. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos que acompanha a população com TEA no mundo, em 2018, uma a cada 59 pessoas tinham transtorno espectro do autismo. Em 2020, este número passou para um diagnóstico a cada grupo de 54 pessoas.

Em 2021 completamos um ano de pandemia e os autistas vivem uma nova realidade durante a quarentena. A interrupção brusca das atividades regulares de pessoas com esta síndrome de neurodesenvolvimento requer o acompanhamento com profissional de saúde ainda mais próximo. É importante também que pais dediquem mais tempo para a atenção aos filhos autistas. Explicar de forma simples o que é a pandemia, a higienização das mãos, o uso da máscara e o motivo da interrupção das aulas presenciais podem contribuir para que os sintomas do TEA não agravem.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) alerta que, para os sintomas do Transtorno de Espectro do Autismo não agravarem durante a pandemia, é recomendável definir uma rotina. Entre as dicas podemos destacar horários para dormir, acordar e refeições; orientar para as rotinas de higiene, incluir tarefas domésticas leves, promover a autonomia, incentivar o convívio social virtual; e evitar jogos eletrônicos individuais, optando, sempre que possível, por jogos eletrônicos online em dupla ou grupos. O psiquiatra e presidente da ABP, Antônio Geraldo da Silva, destaca a importância do acompanhamento médico de autistas desde a infância até a vida adulta.

“O paciente de TEA deve ter um acompanhamento contínuo, desde o diagnóstico. Na adolescência, o autismo impõe as dificuldades de estabelecer a independência devido a rigidez e dificuldades contínuas com o novo, como por exemplo, as mudanças biológicas da idade. Na fase adulta, uma pessoa diagnosticada com TEA, deve ser incluído em vagas para Pessoas com Deficiência (PCD), porém, o sistema é falho e não desenvolve suporte para a adaptação no ambiente profissional em que ele será acolhido ou informações sobre as doenças de seus colaboradores. Isso pode resultar na paralização profissional de uma pessoa com a síndrome”, exemplifica Antônio Geraldo Silva.
Ele conclui ao ressaltar que o tratamento deve ser multidisciplinar. “O tratamento eficaz envolve médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos e pedagogos com o objetivo de incentivar o indivíduo a realizar, sozinho, tarefas básicas”, finaliza o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria.












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