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Campanha de conscientização sobre doença rara usa tecnologia para informar e sensibilizar público

O que filmes como “Solo: Uma História Star Wars”, “O Irlandês” e “Projeto Gemini” têm em comum com uma campanha de conscientização sobre
doenças raras? O uso de uma tecnologia que pode revolucionar o mercado do entretenimento e da comunicação: o deepfake. O vídeo da Campanha Pausa pra Vida, em celebração ao Dia da Conscientização sobre Amiloidoses (16 de junho), conta a história real de um portador de amiloidose, uma doença rara, que sonha em presenciar o casamento de sua filha. O inusitado da ação é que o paciente participou da cerimônia sem sair de casa.

O objetivo da campanha, conduzida pela Pfizer com apoio da Associação Brasileira de Paramiloidose – ABPAR, do Instituto Vidas Raras, do
Instituto Lado a Lado pela Vida e da Casa Hunter, é conscientizar a população sobre a importância do reconhecimento dos sintomas das amiloidoses – um grupo de doenças raras progressivas, incapacitantes e irreversíveis –, do diagnóstico precoce e das possibilidades de tratamento.

O uso da tecnologia deepfake para a edição do vídeo surgiu como uma alternativa criativa e segura para que a campanha fosse viabilizada em tempos de pandemia, além de criar um cenário onde os sonhos se tornam realidade.

“Entendemos que a melhor forma de conscientizar a população sobre as amiloidoses era contar uma história real, de um portador da doença, que entende que pode melhorar a sua qualidade de vida ao se informar e buscar ajuda médica já no surgimento dos primeiros sintomas. Em outras palavras, que seus sonhos não precisam ser adiados ou descartados por conta da enfermidade. Porém, nosso desafio era contar essa história em um vídeo emotivo e positivo sem colocar em risco o nosso personagem real, afinal, ainda temos que nos resguardar contra a Covid-19”, Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil.

Ator, personagem real e deepfake

Para viabilizar o plano, o maior especialista em vídeos deepfake do país, o jornalista mineiro Bruno Sartori, famoso por seus vídeos de humor utilizando a técnica, foi contratado. No filme, Robson Campos, portador de polineuropatia amiloidótica familiar (PAF), é surpreendido por uma cena na qual assiste a si mesmo levando a sua filha para o altar. O paciente emociona-se ao ver seu sonho concretizado, graças ao tratamento da doença.

Para o vídeo, a equipe de produção captou algumas expressões faciais do paciente e de sua filha por meio de telefones celulares. Em seguida, foi
gravada a cena do casamento com um casting de atores contratados especialmente para a ocasião. Na edição, Sartori substituiu as faces dos atores que representavam a noiva e seu pai pelos rostos do paciente e de sua filha, por meio da tecnologia do deepfake, fazendo-os contracenar no futuro. Como Campos não sabia ao certo porque havia captado a sua imagem, sua surpresa e emoção ao assistir seu sonho na tela é real.

“Hollywood já usa o deepfake para rejuvenescer personagens de forma muito realista, por exemplo. Na publicidade e na educação, a tecnologia
também vem ganhando espaço e revolucionando o mercado, pois amplia consideravelmente as possibilidades de geração de conteúdo de forma
criativa, produtiva e segura. Avaliamos usar essa inovação também para uma comunicação de uma causa, a favor da informação e da conscientização”, comenta Cristiane Santos, Diretora de Comunicação e Assuntos Corporativos da Pfizer Brasil.

O filme da Campanha Pausa Pra Vida pode ser assistido nos perfis da Pfizer e das Associações de Pacientes parceiras nas redes sociais e no site www.pausapravida.com.br.

Deepfake na publicidade

O uso do deepfake na publicidade ainda é raro, embora não seja inédito. Agências estão adotando a tecnologia para criar anúncios mais
próximos do público-alvo de suas campanhas, mostrando que seu uso pode ser inofensivo e positivo. Deepfake vem da junção de duas expressões em inglês: “deep learning” (“aprendizado profundo”) e “fake” (“falso”). Basicamente, os vídeos são criados a partir de inteligência artificial e reproduzem a aparência, as expressões e, em alguns casos, até a voz de alguém do mundo real.

As amiloidoses são um grupo de doenças raras, de fator genético ou hereditário, causadas pelo depósito de proteínas insolúveis no corpo. Ao contrário das proteínas normais do corpo, que são capazes de se degradarem, essas proteínas insolúveis se depositam nos órgãos e tecidos, causando danos. Elas formam os chamados “depósitos amiloides”, que geram uma fibra nos tecidos, incapaz de ser eliminada pelo organismo.
Em geral, o diagnóstico da doença é difícil, pois os sinais e sintomas são vagos e levantam suspeitas de diversos problemas de saúde. Entre os principais sinais, estão: perda de peso; falta de ar; inchaço nas pernas e tornozelos; urina espumosa; formigamento nas mãos e pés; constipação alternada com diarreia; aumento da língua; fácil formação de hematomas, principalmente ao redor dos olhos.1

A doença é irreversível, mas um diagnóstico precoce pode acelerar o início do tratamento e proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. O Dia da Conscientização das Amiloidoses foi incorporado ao calendário oficial da cidade de São Paulo em 2018.
A Campanha Pausa Pra Vida reforça a conscientização sobre a doença não só junto ao público, mas também aos profissionais de saúde e médicos. O Ministério da Saúde estima que cerca de 5 mil brasileiros possuam a doença,2 embora mais de 90% deles ainda não tenham sido diagnosticados.

REFERÊNCIAS:

1 AMILOIDOSE. Pfizer, 2020. Disponível em: . Acesso em:
26/05/2021.
2 PESSOAS com doença hepática paramiloidose terão medicamento para tratamento no SUS. Ministério da Saúde, 2018.
Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/2577-pessoas-com-doenca-hepatica-paramiloidose-teraomedicamento-
para-tratamento-no-sus>
. Acesso em: 26/05/2021.












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