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Aplicativo une médicos, clínicas e pacientes e facilita o tratamento oncológico

Tumi é o deus inca da medicina. Até hoje os peruanos cultuam esse deus, que para eles traz proteção durante os procedimentos. Essa divindade inspirou o nome do Thummi , um aplicativo que ajuda pacientes, clínicas, médicos e hospitais a melhorar e humanizar o tratamento do câncer (o h do Thummi veio de humanização).

A ideia da plataforma nasceu da observação e experiência da oncologista Alessandra Menezes Morelle. Ela percebeu a importância de ter um canal direto e efetivo entre especialistas e pacientes. "A vida de quem recebe o diagnóstico de câncer muda a partir desse momento. Há uma rotina de consultas médicas, quimioterapia, radioterapia e o uso de diferentes medicamentos", diz Alessandra. "Ao receber o diagnóstico, o paciente fica inseguro e tem medo do estigma, de perder o cabelo e, claro, da morte. Ele precisa de acolhimento, de colocar suas dúvidas, de ter respostas. E isso não acontece por meio do whatsapp", afirma.

Com essa certeza em mente, ela se uniu a outros dois médicos, Carlos Henrique Escosteguy Barrios, Carlos Eurico Pereira e o engenheiro de software Ronaldo Aloise Jr para criar o Thummi. "Iniciamos em 2018 e de lá pra cá inovamos e acrescentamos novas funcionalidades. Estamos trazendo para o mercado uma nova plataforma remodelada do ponto de vista tecnológico e de usabilidade", diz Ronaldo Aloise.

Como funciona

O paciente reporta o que está sentindo por meio do aplicativo e o algoritmo informa sobre o risco de que algo mais grave possa estar ocorrendo. Cada efeito adverso comunicado é avaliado e o paciente é notificado sobre o autocuidado e se há necessidade de procurar atendimento médico ou emergência. "A plataforma permite fazer o monitoramento do paciente e com isso conseguir dar maior conforto a ele e ao mesmo tempo mais assertividade ao tratamento. "Por meio do Thummi, é possível fazer registros diversos, desde os sintomas físicos até humor e a listagem de medicamentos. O app segue a tendência da Medicina que é monitorar o paciente onde ele estiver, além de facilitar o trabalho da clínica ou hospital", afirma Alessandra.

Com isso, é possível fazer uma gestão da informação antecipada para o corpo médico. "Na medida em que o paciente mantém as informações atualizadas, temos um retrato das condições dele, mesmo antes das consultas. É mais barato e eficiente. O paciente tem um meio seguro de se comunicar, a clínica monitora e se prepara para atender", diz a médica. A plataforma também foi desenvolvida em condições técnicas para a evolução do algoritmo para outras áreas, além da oncologia, como pneumologia, geriatria e saúde emocional.

Leituras e qualidade de vida

Saúde mental e qualidade de vida são muito importantes para o paciente oncológico. Por isso, os gestores da plataforma deram ênfase a essas questões. Tanto que quando o paciente não apresenta algo grave, recebe informações sobre como melhorar sua qualidade de vida e também sugestões pontuais de leitura.

O paciente também conta com um diário de sintomas, para não correr o risco de esquecer de relatar algo na consulta com seu médico. Com mais informações, ele vai poder direcionar o tratamento de forma mais específica visando o bem-estar e a cura.

Importante lembrar ainda que como qualquer tecnologia, o Thummi é aperfeiçoado conforme o uso. Quanto mais o paciente inserir na rotina, mais o aplicativo fica adaptado às preferências dele. "E isso não vale só para personalizar o uso, mas também para nossa equipe realizar atualizações que auxiliem o paciente", diz a médica.

Aceleradores e parcerias

Os planos dos gestores é crescer. "Estamos participando de um programa de aceleração nos Estados Unidos bem importante com a Velocity TX e, localizada no Texas em parceria com a OBr. Global do Brasil. Entre 142 concorrentes de todo o mundo para este programa, fomos um dos seis selecionados. O foco é buscar investimento americano e o Thummi já está registrado nos EUA para permitir que isso aconteça", diz Alessandra. "Recebemos ainda a premiação da aceleração da FINEP Mulheres Inovadoras 2021, focado em startups liderados por mulheres de todas as áreas", completa ela.

Além disso, os gestores do app estão iniciando um estudo clínico para avaliação da efetividade da plataforma em pacientes em tratamento quimioterápico no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, em parceria com a gerência de inovação do hospital. Os resultados devem sair em seis meses. "Temos também uma parceria com o Hospital de Amor de Barretos onde estamos iniciando um outro estudo com mulheres com câncer de mama. E por meio do hospital, fomos aprovados para uma aceleração que foi lançada recentemente com a aceleradora Harena. Este também é um programa de mentorias e feecbacks sobre o negócio, conta Alessandra. A saúde agradece!

 












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