Hora certa:
 

Notícias

Anti-hipertensivos e medicamentos para colesterol puxam crescimento dos genéricos no país

A retração econômica e a diminuição do poder de compra das famílias aceleraram o crescimento das vendas de medicamentos genéricos nos últimos três anos. Estudo da PróGenéricos, com base em dados do IMS Health, mostra que as vendas de genéricos em unidades avançaram 29,75% entre 2014 e 2016 enquanto o mercado farmacêutico total (considerando apenas as vendas no varejo) cresceu apenas 16,67% no mesmo período, uma diferença de 13,08 pontos percentuais. Em janeiro deste ano, a participação dos genéricos avançou um pouco mais e fechou em 32%.
 
O fenômeno foi ainda mais intenso no caso dos medicamentos para hipertensão e para tratamento de colesterol alto, doenças crônicas que juntas afetam milheres de brasileiros. No caso dos anti-hipertensivos, por exemplo, as vendas de genéricos em unidades cresceram 38% nos últimos três anos contra uma expansão de 26% dos similares e de 10% entre os medicamentos de referência no mesmo intervalo de tempo.
 
Os genéricos anti-lipêmicos, voltados para o controle do colesterol, por sua vez, registraram crescimento de 29% entre 2014 e 2016 em unidades. No mesmo período, os similares cresceram 12% e os medicamentos de referência registram contração de -10%.
 
“Reconhecidos por sua qualidade e pelos preços mais baixos, os genéricos se converteram num refúgio para os consumidores brasileiros que precisaram dar sequência a seus tratamentos de saúde sem sacrificar o orçamento familiar”, avalia Telma Salles, Presidente-executiva da PróGenéricos.
 
Série longa
Mas não foi apenas no ambiente da crise que os genéricos para hipertensão e colesterol mostraram desempenho superior ao do mercado. Desde 2012 estas duas classes de medicamentos vêm se destacando no portfólio dos fabricantes.
 
Na série longa, de 5 anos, os genéricos para estas classes de medicamentos também foram os grandes campeões de crescimento e de aumento de participação de mercado. Entre 2012 e 2016, os anti-lipêmicos registraram 114% de crescimento em unidades enquanto os similares avançaram 50% e os medicamentos de referência amargaram recuo de -7%.
 
Com este resultado, os anti-lipêmicos genéricos viram sua participação de mercado avançar de 38%, em 2012, para 48%, em 2016. No mesmo período, o share dos similares encolheu de 48% para 43% e o dos medicamentos de referência de 14% para 8%.
 
Os anti-hepertensivos experimentaram trajetória semelhante. As vendas de genéricos para esta classe de medicamentos cresceram 91% entre 2012 e 2016. No mesmo período, os similares e os medicamentos de referência registraram expansão de apenas 28% e 19%, respectivamente.
 
No caso dos anti-hipertensivos, os genéricos viram sua participação de mercado crescer 11 pontos percentuais entre 2012 e 2016. Em 2012, os genéricos detinham 54% das vendas em unidades para esta classe de medicamentos. Em 2016, o número havia alcançado o patamar de 65%. No mesmo intervalo, os similares registraram encolhimento de 26% para 21% e os medicamentos de referência viram seu share cair de 20% para 15%.
 
Acesso
Desde que chegaram ao mercado em 1999, os genéricos para tratamento de colesterol e hipertensão modificaram substancialmente o tamanho do mercado para estas substâncias. Em 1999, a indústria havia vendido 67 milhões de unidades de anti-hipertensivos. Passados 18 anos da chegada dos genéricos ao mercado, o número de unidades vendidas saltou para 431,4 milhões de unidades, consolidando crescimento de 543,44% no período.
 
Entre os anti-lipêmicos o salto foi ainda maior. Em 1999, o mercado total para esta classe de medicamentos era de 3,4 milhões de unidades. Em 2016, o número saltou para 67,3 milhões de unidades, um avanço de 1.840,35%.
 
“Estes dados corroboram de forma inequívoca a importância estratégica dos genéricos para o acesso a medicamentos no país, especialmente no campo das doenças crônicas”, diz Salles. “Com os genéricos, os brasileiros passaram a contar com medicamentos mais baratos e de qualidade, o que permitiu ao consumidor dar seguimento correto aos tratamentos com medicamentos de uso contínuo, produzindo benefícios para o conjunto do sistema público de saúde”. 
 
PróGenéricos
www.progenericos.org.br
 












Fechar


SnifBrasil é uma publicação

(11) 5533-5900 – dpm@dpm.srv.br
O conteúdo dos artigos assinados no site e no boletim SnifBrasil é de responsabilidade de cada um dos colaboradores. As opiniões neles impressas não refletem, necessariamente, a posição desta Editora.
Não é permitida a reprodução de textos, total ou parcial sem a expressa autorização da DPM.
Informações adicionais poderão ser solicitadas pelo e-mail editor@snifbrasil.com.br.
Qualquer problema, ou dificuldade de navegação poderá ser atendido pelo serviço de suporte SnifBrasil, pelo e-mail suporte@snifbrasil.com.br

Seu IP: 54.225.36.143 | CCBot/2.0 (http://commoncrawl.org/faq/)