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EMS assume produção da Medley no DF

A EMS assumiu ontem a operação da fábrica de Brasília (DF) da Medley, fabricante de genéricos e similares do laboratório francês Sanofi. Detalhes do acordo, tratado como de locação e não de venda, bem como o valor da operação, não foram revelados. Mas é público que o contrato de longo prazo envolve a compra dos equipamentos produtivos e a transferência de 60 colaboradores da Medley, que deixará de ter produção no local porém manterá as atividades comerciais, para a EMS.

A unidade é voltada à produção de hormônios e antibióticos genéricos e similares, que agora serão produzidos para a Medley por outro fornecedor. A EMS, por sua vez, complementará seu portfólio de medicamentos e se aproximará ainda mais de ter plataforma de produção de 100% das formas e segmentos farmacêuticos - a empresa ainda não produz injetáveis, que estão contemplados no plano de expansão que deve ser concluído nos próximos anos.

Desde 2013, a EMS tem em marcha um plano de expansão que supera R$ 600 milhões. Parte dos recursos já foi aplicada na construção de novas fábricas em Manaus (AM) e Jaguariúna (SP) e na atualização tecnológica do complexo industrial de Hortolândia (SP), incluindo uma nova fábrica de embalagens de medicamentos sólidos no local.

O acordo com a Medley faz parte desse pacote de investimentos, que também previa a construção de uma fábrica em Brasília. A unidade que é base do acordo foi anunciada pela Sanofi em 2009, mesmo ano em que a Medley foi comprada pelos franceses, e foi inaugurada em 2014. A intenção da EMS é investir na operação para alcançar produção anual de 80 milhões de unidades, o que elevará para quase 200 o número de funcionários diretos em dois anos.

Segundo o diretor de Desenvolvimento Estratégico da EMS, Ricardo Marques, o plano de desinvestimentos da Medley representou uma oportunidade para a empresa. "Foi um ganha-ganha", diz. Com a nova unidade, a farmacêutica chega perto de 1 bilhão de unidades (caixas de medicamentos) por ano de capacidade instalada, um aumento de mais de 80% em relação ao tamanho da farmacêutica antes do plano expansão.

A EMS faz parte do grupo NC, controlado pela família Sanchez, e registrou receita de R$ 2,9 bilhões no ano passado, alta de 26%. Pioneira na fabricação de genéricos no país, gera atualmente 35% de seu faturamento nesse mercado. Em nota, o vice-presidente institucional da farmacêutica, Marcus Sanchez, diz que, com a fábrica de Brasília, o complexo industrial "está praticamente pronto para suportar o crescimento da empresa nos próximos anos". Para 2017, a previsão é de crescimento de 20% do faturamento.

De acordo com Carlos Aguiar, diretor responsável pela Medley, o encerramento da operação produtiva em Brasília está alinhada à estratégia de buscar sustentabilidade do negócio de genéricos no longo prazo. Nesse sentido, a decisão foi concentrar a produção desses medicamentos em Suzano (SP) e em Campinas (SP), onde funcionam os dois maiores parques industriais da Sanofi no Brasil.

Ao mesmo tempo, a Medley mantém firme a aposta em medicamentos similares como motor de crescimento nos próximos anos. Em 2016, conta Aguiar, foram sete lançamentos e outros 2 estão programados para este ano. No ano passado, circularam informações na indústria farmacêutica de que a Sanofi estaria disposta a vender a Medley e deixar o mercado brasileiro de genéricos. À época, o grupo negou a intenção de venda e hoje, em nota, reiterou que a Medley é parte da estratégia de longo prazo no país. "As negociações envolveram exclusivamente a fábrica de Brasília, e não têm nenhum impacto nas demais unidades da Medley no Brasil", diz a nota.

O segmento de genéricos no país é bem concorrido, o que eleva o nível de descontos concedidos ao consumidor final e reduz a margem da indústria. Ao mesmo tempo, tem puxado o crescimento das vendas de medicamentos no país. Em 12 meses até janeiro, conforme a PróGenéricos, a alta nas vendas em unidades (1,14 bilhão) foi de 12,87%, contra 5,05% de expansão do mercado farmacêutico no geral. Há grande expectativa de consolidação no setor, que desde meados do ano passado aguarda a venda do Teuto, laboratório que atua nesse segmento e tem como acionistas a família Melo (60%) e a Pfizer (40%).

Fonte: Valor Econômico












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