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Anti-inflamatórios aumentam o risco de infarto, diz estudo

Um novo estudo na revista médica inglesa "BMJ" aponta que tomar anti-inflamatórios contra a dor pode aumentar o risco de infarto –e esse risco já aumenta na primeira semana de uso e cresce especialmente no primeiro mês da utilização de altas doses de tais medicamentos. Estudos anteriores já haviam sugerido os chamados anti-inflamatórios não esteroidais –tanto os tradicionais quanto os Inibidores seletivos de COX 2 – poderiam aumentar o risco de infarto do miocárdio, mas sabia-se pouco sobre o "timing" do risco, o efeito da dose, a duração do tratamento e a comparação entre os tipos de remédios.

Para o novo trabalho, os pesquisadores fizeram uma revisão de vários estudos com bancos de dados do Canadá, da Finlândia e do Reino Unido. Ao todo, foram analisados os resultados de mais de 446 mil pessoas, das quais cerca de 60 mil tiveram infarto. Os anti-inflamatórios de maior interesse para os cientistas eram o celecoxibe, os três anti-inflamatórios mais tradicionais (diclofenaco, ibuprofeno e naproxeno) e o rofecoxibe. Os pesquisadores então olharam para vários cenários de como as pessoas usam essas drogas de forma rotineira.

O que eles descobriram é que tomar qualquer dose dos anti-inflamatórios não esteroidais por uma semana, um mês ou mais de um mês está associado a um risco maior de infarto. Uma alta dose varia para cada remédio. No caso do celecoxibe, é maior que 200 mg; para o diclofenaco, maior que 100 mg; para o ibuprofeno, maior que 1.200 mg; para o naproxeno, maior que 750 mg; e para o rofecoxibe, maior que 25 mg.

Os autores afirmam que esse é um estudo observacional baseado na prescrição/dispensação de drogas e nem todos os fatores com potencial de influenciar os resultados podem ter sido levados em conta. A conclusão: "Dado o risco de infarto na primeira semana e ainda maior no primeiro mês de tratamento com altas doses do remédio, os médicos devem considerar pesar os riscos e benefícios dos anti-inflamatórios não esteroidais antes de prescrever o tratamento, especialmente com doses maiores".

 Fonte: Jornal Folha de S. Paulo












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