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Takeda apoia 12ª edição de Caminhada em prol do Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal

 A Takeda apoia a 12ª edição da Caminhada em prol do Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (19 de maio), promovida pela Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn. As doenças não possuem causas definidas1 e o evento, que será realizado em São Paulo (capital), visa chamar a atenção para esta condição que acomete muitos jovens no país. Além da caminhada, haverá uma sessão de alongamento e sorteio de brindes para os participantes.

A caminhada é gratuita e foi idealizada pela ABCD em 2006.  Durante a jornada, famílias se unem para aumentar a discussão sobre o tema e, ao mesmo tempo, praticar atividades físicas ao ar livre. Com aproximadamente 10 mil novos casos por ano, existe atualmente uma tendência mundial para o aumento da incidência da doença inflamatória intestinal em países emergentes, como o Brasil.1 Além disso, a doença atinge preferencialmente pessoas jovens, entre 20 e 40 anos. 2 A iniciativa destaca a força dos pacientes que vivem atualmente com a condição e são capazes de conduzir as atividades do dia a dia normalmente.

Serviço
É necessário um pré-cadastro por meio do e-mail secretaria@abcd.org.br ou telefone (11) 3064-2992
Local: Parque do Ibirapuera - Arena em Frente à Ponte de Ferro (Avenida Pedro Alvares Cabral, s/n - São Paulo/SP)
Data: 21/05/2017
Horário: Das 9h às 11h

As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) compreendem, principalmente, a doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa (RU), ambas idiopáticas, porém relacionadas a uma resposta imunológica anormal do intestino. Na RU a inflamação é difusa, restrita a mucosa e submucosa, inespecífica com comprometimento contínuo da parede principalmente do reto, enquanto na DC as lesões são descontínuas, podem comprometer todas as camadas da parede e afetam qualquer parte da área gastrointestinal. Os sintomas mais comuns são diarreia, febre e dores abdominais, que podem evoluir para maiores lesões e a perda da função intestinal. O diagnóstico é feito através dos dados clínicos evidenciados pelos sintomas, podendo ser necessário realizar exames laboratoriais e de imagem no paciente.2 As DII ocorrem em todo o mundo e atingem preferencialmente pessoas jovens, gerando repercussões na qualidade de vida dos pacientes.

Existe uma predominância da doença em pessoas de raça branca, na faixa etária entre 20 e 40 anos, e um segundo pico a partir dos 55 anos. Com distribuição semelhante em ambos os sexos, exceto para DC que atinge mais a população feminina, prevalece em moradores de áreas urbanas, pessoas de classes econômicas mais altas, fumantes e com parentes de primeiro grau acometidos anteriormente pela condição. 3 

O tratamento da DII deve ter como base a melhora da qualidade de vida do paciente e, para isso, geralmente é necessário uma abordagem multidisciplinar que inclui medicações, aconselhamento nutricional, psicoterapia e intervenções cirúrgicas.4

O manejo da DII depende da gravidade, extensão e parte do corpo envolvida. A dieta elementar é sugerida como tratamento inicial e as opções terapêuticas convencionais para a DII são focadas em manter a remissão clínica da doença. O tratamento cirúrgico é reservado para complicações ou quando sintomas graves persistem, mesmo após tratamento intensivo com drogas anti-inflamatórias ou imunossupressoras. A utilização de antibióticos também pode ser feita, em caso de crescimento bacteriano. 5

1 Cambui YRS, et al. Doenças inflamatórias intestinais: Revisão narrativa da literatura. Ver. Fac. Ciênc. Méd. Sorocaba. 2015; 17(3): 116-9
2 Maranhão DDA, et al. Características e diagnóstico diferencial das doenças inflamatórias intestinais. JBM. 2015; 103 (1): 9-15
3 Souza MM, et al. Perfil epidemiológico dos pacientes portadores da doença inflamatória intestinal do Estado do Mato Grosso. Revista Brasileira de Coloproctlogia. 2008; 28 (3) : 324-8
4 WGO Practice Guidelines- Doença Inflamatória Intestinal: uma perspectiva Global. [Internet] Availiable from http://www.worldgastroenterology.org/UserFiles/file/guidelines/inflammatory-bowel-disease-portuguese-2009.pdf [Cited May 2017] 2009.
5 Biondo-Somões MLP, et al. Opções terapêuticas para as doenças inflamatórias intestinais: Revisão. Revista Brasileira de Coloproctologia. 2003; 23(3): 172-182.
 












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