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Setor deve crescer 7,5% este ano

As consultorias Close-Up e QuintilesIMS projetam para este ano um crescimento de 7,5% do mercado farmacêutico em reais e cerca de 3% em unidades (canal Farma) e entre 6,9% e 9,3% em reais e aproximadamente 3% em unidades em 2018. As análises e expectativas de desempenho do setor foram apresentadas no Fórum Expectativas 2018, realizado pelo Sindusfarma em 9 de agosto. O evento lotou o auditório da entidade e foi assistido pela internet em 17 cidades.

Falando sobre as perspectivas para a economia brasileira, Gesner de Oliveira afirmou que todos os indicadores apontam para a recuperação da economia, mas advertiu que ela será lenta e baseada principalmente em investimentos em infraestrutura. "É uma recuperação diferente da de 2010, que foi rápida e baseada no consumo; esta vai exigir um esforço maior", disse o economista.

Na abertura do Fórum, o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, falou do objetivo do encontro, que é contribuir para que as empresas preparem seus planos e orçamentos para 2018. Ele destacou os desafios do setor. "O ano não está fácil", afirmou.
 
Biossimilares
 
O vice-presidente sênior da QuintilesIMS, Sydney Clark, disse que o mercado farmacêutico global foi impulsionado pelos medicamentos para diabetes (15%), oncológicos (15%), para hepatite (13%) e doenças autoimunes (11%), no período de 2014 a 2016. Ele estima que o mercado mundial crescerá de 4% a 7% até 2021, alcançando faturamento de US$ 1,2 trilhão. "O Brasil continua sendo um mercado atrativo", afirmou. "Nos mercados emergentes, o Brasil só é menor que a China".
 
Sidney chamou a atenção para o próximo fluxo de entrada de biossimilares, em decorrência do fim das patentes, o que tornará o segmento de medicamentos biológicos altamente competitivo no Brasil e no mundo.
 
O diretor da Close-Up, Paulo Paiva, informou que os medicamentos oncológicos totalizaram 45% dos lançamentos no mercado farmacêutico brasileiro em 2017, seguidos dos produtos para doenças cardiovasculares (12%), para diabetes e o aparelho respiratório (10% cada) e vacinas (5%).
 
Segundo Paulo, a evolução do mercado está condicionada à questão econômica do país. Ele citou os 14 milhões de desempregos, o que afeta o número de usuários dos planos de saúde privada, reduzindo o acesso aos tratamentos.
 
Apresentando uma “visão relativamente otimista”, o economista Gesner de Oliveira projetou crescimento de 0,5% do PIB este ano e de 2% a 2,5% em 2018, após a crise de 2015-2016, que fez o PIB recuar em 7%. “A economia teve um descolamento da [crise] política”, afirmou. "Estamos vendo uma recuperação da bolsa [de valores], queda do risco país e recuperação dos indicadores de confiança".
 
Segundo Gesner, a produção industrial já mostra certa recuperação, com base nos dados do segundo trimestre de 2017. Ele creditou a melhora ao aumento da produção de bens de capital e de bens duráveis. Também colaborou a produção do agronegócio, que foi “espetacular” e teve impacto positivo na inflação.

Grupemef
 
Em linha com as projeções das consultorias, Andreas Strakos divulgou uma consulta feita a empresas associadas pela divisão de Inteligência de Mercado do Sindusfarma (Grupemef). Segundo o levantamento, neste ano os gestores esperam crescimento do mercado de 7% em valores e 3,6% em unidades. Em 2018, a expectativa é de crescimento de 7,4% em valores e 3,9% em unidades.












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