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Fresenius quer aumentar produção

A fabricante alemã Fresenius Medical Care, de equipamentos para tratamento renal, deve aumentar a produção apostando em clínicas próprias. Com investimento de R$ 10 milhões, a empresa inaugurou dois centros de diálise em São Paulo (SP). Atualmente, a fábrica localizada em Jaguariúna (SP) opera a 60% da capacidade instalada. Em 2013, esse índice girava em torno de 92%. "Neste momento, o fôlego das clínicas privadas para investir em equipamentos mais sofisticados está comprometido", afirma o CEO da Fresenius, Edson Pereira.

Segundo ele, cerca de 80% da receita das clínicas privadas depende do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que os reajustes em grande parte dos serviços ofertados estão abaixo do necessário. Um exemplo citado por ele é o da diálise peritoneal, que teve reajuste de apenas 6,5% em 15 anos. "Se as clínicas tivessem um reembolso decente teriam uma maior capacidade de investimento", destaca o executivo.

Além dos reajustes dos serviços de clínicas privadas oferecidos à saúde pública, ele comenta que o custo de produção no País também é um gargalo. "Algumas regras regulatórias para fábricas são mais duras que as dos EUA e em países da Europa, e isso fica incompatível com o preço." No Brasil, a produção de um insumo para diálise peritoneal pode ficar de 30% a 35% mais alto que na Colômbia, estima.

Clínicas

Se na área industrial ainda há incertezas, o braço de negócios voltado para serviços de diálise tem grandes planos de expansão. Além das clínicas, inauguradasno Jardim Paulista e na Vila Pompeia, ambas na cidade de São Paulo, o executivo contou com exclusividade ao DCI que ainda há potencial de outras três ou quatro unidades na capital. "Também acreditamos que é possível ter algumas startups fora de São Paulo. Talvez no ano que vem possamos lançar outras praças fora do estado", antecipa.

Atualmente, a empresa possui apenas uma clínica, localizada dentro do Hospital 9 de Julho. Com as duas inaugurações, a Fresenius passa a ofertar mais de 100 mil tratamentos de diálise por ano. "O Brasil é o quarto maior mercado do mundo e a taxa de prevalência de pessoas com doenças renais chega a 550 por 1 milhão de habitantes. E muitas pessoas que não são diagnosticadas propriamente não chegam a receber o tratamento", diz.

Segundo ele, em um primeiro momento a empresa deverá focar em pacientes particulares, driblando assim os desafios de reembolso do setor público. "Mas as duas clínicas novas também atenderão o SUS", coloca. Nos próximos três anos, a empresa investirá no Brasil R$ 300 milhões que serão utilizados para novas clínicas, modernização da fábrica de insumos e na ampliação da oferta do HighVolumeHDF, terapia de diálise trazida da Europa. Hoje, esta é a terapia que mais se assemelha ao perfil de eliminação natural do rim. "Há várias oportunidades no Brasil e uma delas é o segmento premium. Estamos investindo nele e vamos crescer", afirma.

Fonte: : DCI












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