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A saúde está piorando, na opinião de 68% dos brasileiros

Apenas 7% dos brasileiros enxergam melhorias, enquanto 68% consideram que a saúde esteja piorando no País. Para o futuro, as expectativas estão bem divididas: 32% acreditam em melhorias, enquanto o mesmo percentual espera a manutenção do quadro negativo. Os dados fazem parte da pesquisa “Saúde no Brasil”, encomendada pela INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) ao Instituto DataPoder 360, coordenado pelo jornalista Fernando Rodrigues. A pesquisa foi realizada por telefone, em outubro, com 4.133 moradores de 178 diferentes municípios espalhados pelo Brasil. 

Em termos de assistência, os hospitais lideram as críticas negativas, com 39% das reprovações. Já os planos de saúde ficam com 18%. Os médicos, em contrapartida, se destacam por serem bem avaliados. Eles alcançaram 39% de aprovação dos brasileiros. Coube às farmácias 29% das avaliações positivas. 

Medicamentos

Os brasileiros (64%) acham que o preço dos medicamentos é composto sobretudo pelos impostos cobrados pelo governo. Vale lembrar que a INTERFARMA já conduziu uma ampla campanha pela redução de tributos sobre medicamentos, como forma de promover mais acesso, e atualmente participa de iniciativas pela desoneração dos medicamentos, respaldada em princípios constitucionais de que os bens devam ser tributados segundo a sua essencialidade.

A questão dos tributos se torna ainda mais grave quando observamos que a maioria dos brasileiros (53%) diz arcar sozinha com o custo de seus medicamentos. Mais da metade dos respondentes (55%) disse já ter deixado de comprar algum tratamento por falta de dinheiro. E uma parcela dos brasileiros (23%) diz adquirir medicamentos por meio de algum programa ou (6%) do Farmácia Popular.

No geral, segundo a pesquisa, 63% dos brasileiros dizem que prefeririam medicamentos de referência, caso esses e os genéricos tenham o mesmo preço. Nessas condições, só 11% consumiriam os genéricos. A decisão para optar entre um medicamento de referência ou genérico é basicamente o preço. Para 54%, esse é o fator preponderante. Em seguida, 34% falam que a qualidade deva ser considerada.


Embora os médicos sejam a fonte prioritária de informações para medicamentos segundo 54% dos respondentes, mais da metade da população confia nas informações encontradas pela internet. Cerca de 10% confiam nas orientações de parentes e 7% seguem as recomendações dos farmacêuticos. 












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