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Brasil registra 150 mil novos casos de adenomiose por ano

Dificuldade para engravidar, fortes cólicas na região pélvica, sangramento uterino intenso, dores e desconforto durante as relações sexuais. Essas são alguns dos sintomas da adenomiose, uma doença caracterizada pelo crescimento do tecido do endométrio na parte interna do útero, que pode causar o aumento do tamanho do órgão, prejudicando a qualidade de vida das mulheres e, em alguns casos, comprometendo a fertilidade.
 
No Brasil, por ano, são registrados cerca de 150 mil novos casos de adenomiose, mas a ausência de sinais próprios e constantes da doença dificultam o diagnóstico preciso e precoce, como explica Maurício Abrão, ginecologista responsável pelo serviço de Saúde da Mulher da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo e membro do Grupo de Estudos em Adenomiose da Society of Endometriosis and Uterine Disorders (Seud).
 
"É uma doença pouco conhecida, exigindo uma avaliação diagnóstica minuciosa para evitar tratamentos equivocados, já que alguns dos sintomas são semelhantes aos da endometriose (doença em que o tecido que reveste o útero cresce fora do órgão)", explica o especialista.
 
Outro fator que impacta na detecção precoce do problema é que, segundo a Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp), em 30% dos casos as mulheres com adenomiose não apresentam os sintomas. "A ausência de marcadores biológicos específicos torna exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética os principais métodos de diagnóstico", ressalta Maurício Abrão.
 
Infertilidade

​Estudos indicam que 14% dos casos de infertilidade estão relacionados à adenomiose, mas as mulheres com a doença, mesmo com uma dificuldade maior, permenecem com chance de engravidar. "Por ser uma gestação de risco, deve ser planejada e acompanhada por um ginecologista ou obstetra especializado no tratamento da doença. Ele avaliará os prós e contras da gravidez, orientando a cliente sobre o melhor a fazer", explica o médico.
 
A causa da adenomiose ainda é desconhecida e o tratamento pode ser clínico, com medicamentos para reduzir os sintomas, ou cirúrgico por meio da histerectomia (retirada do útero) ou de técnicas modernas que permitem o tratamento cirúrgico da doença com a preservação do útero.












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