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GSK promove encontro entre Dra. Ana Escobar e mães influenciadoras para o Dia Nacional de Imunização

Com o objetivo de alertar e conscientizar a população, principalmente as mães, sobre a importância da vacinação no controle e erradicação de doenças, a GSK realizou um encontro com a Dra. Ana Escobar, pediatra e consultora do programa Bem-Estar, da TV Globo, hoje, dia 9 de junho, Dia Nacional de Imunização. A ação contou com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mães influenciadoras - convidadas pela GSK - se reuniram com a Dra. Ana Escobar, em São Paulo, nesta manhã descontraída com bate-papo sobre vacinação infantil. A médica abordou e tirou dúvidas sobre diversos temas relacionados à imunização, como calendário de vacinação infantil e adolescente, doenças que são preveníveis através da vacinação, diferenças entre as vacinas disponíveis na rede pública e privada, possíveis quedas nas coberturas vacinais, doenças imunopreveníveis como meningite, entre outros assuntos.

“Fiquei muito feliz com o convite e com a oportunidade de conversar de forma mais próxima com essas mães sobre a importância e os benefícios em torno da vacinação. É fundamental que elas conversem sempre com os médicos, se informem sobre o calendário vacinal, e mantenham a carteira de vacinação das crianças e adolescentes em dia. As vacinas são um passaporte para uma vida mais saudável”, afirma Dra. Ana Escobar.

 Importância da Imunização

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de várias doenças.1 No Brasil, graças à cobertura vacinal, a varíola foi eliminada no país em 1973; a poliomielite, em 1989; e a transmissão de sarampo dentro do mesmo território, em 2001.1

“A vacinação é um dos principais métodos de prevenção e qualquer desconforto causado por uma vacina é muito menor do que o risco de se contrair uma doença. Pessoas, em qualquer faixa etária, podem ficar doentes, mas as crianças nos primeiros anos de vida são muito mais suscetíveis, por isso é importante vaciná-los, para que criem anticorpos.  Não se vacinar e impedir a imunização de crianças e adolescentes pode causar aumento da morbidade e da mortalidade, e enormes problemas para a saúde pública, como o surgimento de doenças graves ou o retorno de agravos de forma epidêmica, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, entre outros”, alerta a Dra. Ana Escobar.

Quando altas coberturas vacinais são atingidas, os efeitos benéficos da vacinação não estão limitados às pessoas que foram vacinadas. A vacinação em massa permite, na maioria das vezes, não somente proteção individual, mas também a proteção de toda a população, reduzindo a incidência de doenças e impedindo a contaminação de pessoas suscetíveis.2

Calendário público x privado

O Ministério da Saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional.3

Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano, para combater mais de 19 doenças, em diversas faixas etárias3 como: BCG (para prevenção da tuberculose em crianças); HPV (vírus do papiloma humano); Pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido - otite); Febre Amarela; VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite – paralisia infantil); Hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae); Rotavírus; Hepatite A; Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela - catapora); Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); Dupla adulto (difteria e tétano); e dTpa (difteria, tétano e pertussis - coqueluche), e Meningite C (conjugada).4-7

Porém, além das vacinas disponíveis na rede pública, existem as vacinas da rede privada e, entre essas duas redes, há algumas diferenças.5-7 O sistema público de saúde tem como objetivo a proteção coletiva e erradicação de doenças e para isso, necessita de altas coberturas vacinais. Já o calendário privado foca na proteção individual, ou seja, que o indivíduo faça o esquema vacinal necessário para obter a proteção máxima contra as doenças.7-10

Portanto os calendários da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) são diferentes do Calendário do Programa Nacional de Imunizações, pois possuem esquemas vacinais com doses adicionais e contemplam vacinas não disponíveis na rede pública.5-7

Veja, abaixo, essas diferenças:

 - Meningite (meningococo): o PNI só disponibiliza a vacina contra o meningococo C, sendo que existem outros sorogrupos que também são responsáveis por causar doença meningocócica invasiva.11 Tendo isto em vista, os calendários da SBIm e da SBP recomendam 2 ou 3 doses da vacina meningocócica conjugada ACWY dos 3 aos 7 meses e mais dois reforços da vacina ACWY durante os 12-15 meses e 4-6 anos.5-7

O calendário do PNI não contempla a vacina para o meningococo B, porém a SBIm e a SBP recomendam três doses no primeiro ano de vida, mais um reforço aos 12 meses, ou duas doses a partir de um ano de idade.5-7

 - Gripe (Influenza): SBP e SBIm preconizam duas doses para influenza a partir dos 6 meses de idade até os 8 anos, para a primeira vacinação contra gripe. Após isso, uma dose anual é aconselhada para todas as idades.5-7 No PNI, a vacina só está disponível para grupos de maior risco de complicações: indivíduos com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, trabalhadores da saúde, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, os funcionários do sistema prisional e professores das escolas públicas e privadas.12

Além disso, na rede privada, está disponível a vacina contra gripe causada por 4 tipos de vírus (tetravalente). Já o PNI, oferece a vacina contra a gripe causada por 3 tipos de vírus (trivalente).13

- Hepatite A: o PNI disponibiliza apenas uma dose,7 e a SBP e SBIm recomendam duas doses (aos 12 e 18 meses). 5-7

- Varicela/Catapora: o PNI disponibiliza 2 doses, a 1ª utilizando a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) e a segunda aos 4 anos utilizando a vacina monovalente.7 Os calendários da SBIm e da SBP recomendam duas doses da vacina (12 e 15 meses para SBP, 12 e 15-24 meses para SBIm).5,6

- Em relação à vacina dTpa (difteria, tétano e pertussis – coqueluche), no PNI ela está disponível somente para gestantes, enquanto que a SBP recomenda reforço aos 4 anos de idade e a SBIm, reforço dos 4 aos 5 anos, dos 9 aos 10 anos, e a cada 10 anos após a última dose, caso tenha sido feito o esquema básico completo.5-7

 - Outra diferença importante é a recomendação para a vacina pneumocócica conjugada, pois no PNI são duas doses, aos 2 e 4 meses, e um reforço aos 12 meses, que é o esquema 2+1. Já a SBP recomenda o esquema 3+1, três doses, aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço aos 12 meses. No calendário da SBIm o esquema é 3+1 com o reforço dos 12 aos 15 meses.5-7

- Pentavalente – no PNI existe a vacina pentavalente que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae do tipo b. No sistema privado existe a vacina hexavalente que protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite 1, 2 e 3, Haemophilus influenzae do tipo B e hepatite B.5-7=14pxReferências:
[list=1] [*]=14pxSOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. SBP e CFM alertam a população e os médicos para a necessidade de estar com o calendário de vacinação em dia. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [/list] [list=1] [*]=14pxMinistry of Health. New Zealand Immunisation Handbook 2011. maio 2011. Disponível em http://www.moh.govt.nz/notebook/nbbooks.nsf/0/b67e77772caca07ccc2578f00080c593/$FILE/ImmunisationHandbook2011-v3.pdf. Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxBRASIL. Ministério da Saúde. Surtos de sarampo e rubéola na Europa reforçam a necessidade de vacinação. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxPORTAL BRASIL. Dia Nacional da Imunização é comemorado nesta quinta (9). Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxSOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação da criança: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2018/2019 (atualizado até 27/03/2018). Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxSOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2017. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxBRASIL. Ministério da Saúde. Calendário nacional de vacinação 2018. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018 [*]=14pxBRASIL. Ministério da Saúde. Programa nacional de imunizações (PNI): 40 anos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. 236 p. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxMARTINS, RM. et al. Critérios da organização mundial da saúde para introdução de vacinas no programa nacional de imunizações. In: BALLALAI, I. Manual prático de imunizações. São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2013. p. 303-10. [*]=14pxARAÚJO, EM. Vacinação: histórico, conquistas e mitos. In: BALLALAI, I. Manual prático de imunizações. São Paulo: A.C. Farmacêutica, 2013. p. 03-10. [*]=14pxWORLD HEALTH ORGANIZATION. Meningococcal Meningitis Factsheet N°141. 2012. Disponível em:. Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxBRASIL. Ministério da Saúde. A vacinação ainda é a melhor forma de prevenir doenças. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [*]=14pxPORTAL BRASIL. Vacinas contra influenza irão combater três tipos de vírus em 2018. Disponível em: . Acesso em: 01 jun. 2018. [/list]  

 












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