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"Fake news" pode ser razão de queda de vacinação contra gripe entre crianças

Segundo o ministro da Saúde Gilberto Occhi, a cobertura da vacina contra gripe pode ter sido prejudicada pela propagação de notícias falsas. Ele chegou a essa conclusão ao avaliar o desempenho da campanha deste ano entre crianças com até 5 anos. Dados do Ministério da Saúde mostram que a campanha de vacinação derrapou especialmente nessa faixa da população: a cobertura vacinal no grupo ficou em torno dos 73%, muito abaixo da meta de 90%.

"Foi esse o grupo com menor cobertura", afirmou o ministro, que participou de um fórum em São Paulo focado em saúde e prevenção e organizado pelo LIDE, entidade formada por empresários. "Todos os demais grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde, tiveram boa cobertura", acrescenta.

Na avaliação do ministro, alguns fatores podem ter interferido para o desempenho ruim entre as crianças. Dentre eles, a propagação de boatos pela internet e um possível desinteresse das famílias por vacinar seus filhos:

"Temos uma questão que afeta o mundo inteiro que são as fake news", disse. "Temos de combater esse tipo de informação falsa. E mostrar para a população que a vacina é segura, e importante".

Segundo o ministro, não é a primeira vez em que a vacinação em crianças com menos de cinco anos fica abaixo do ideal. Segundo ele, a cobertura nesse grupo ficou em torno de 77% em 2017, abaixo da meta de 90%. Um informe do Ministério mostra que, entre 2011 e 2017, a meta de cobertura para esse grupo somente foi atingida em 2012 e 2013. Outras vacinas importantes, como as contra poliomielite, rubéola e caxumba sofrem de problema semelhante — suas coberturas caem ano ano.

Segundo Occhi, o ministério pensa reformular sua estratégia para o ano que vem, e focar na vacinação em escolas e creches: "Temos que ir aos lugares onde essas crianças estão — disse — E temos de entender porque os pais não levam essas crianças para vacinar. É a falta de tempo? É a informação errada que os pais receberam? Ou é a pena de ver o filho levar uma agulhada?".

Em meio à população que faz parte dos grupos prioritários para receber a vacina, a cobertura também ficou abaixo da meta entre gestantes – somente 73% do grupo foi vacinado

Fonte: O Globo
 












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