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Pfizer eleva preço de produtos nos EUA, incluindo Viagra

 A farmacêutica Pfizer aumentou os preços de 100 produtos poucas semanas após o presidente americano Donald Trump anunciar que o setor farmacêutico estava para implementar imensos cortes voluntários de preços. Em uma decisão que ameaça estimular as reações adversas quanto à disparada no custo dos medicamentos nos Estados Unidos, a Pfizer aumentou os preços de alguns de seus produtos mais conhecidos, entre eles o Viagra, um medicamento para disfunções eréteis, de acordo com dados vistos pelo Financial Times.

Os aumentos entraram em vigor em 1º de julho e na maioria dos casos foram de pouco mais de 9% —bem acima da taxa de inflação anual dos Estados Unidos, que está em cerca de 2%. Em declarações divulgadas no dia 30 de maio, Trump afirmou que "algumas das grandes cadeias de drogarias vão anunciar, dentro de duas semanas, cortes voluntários e imensos nos preços". Até o momento, não houve nenhum anúncio nesse sentido. A Pfizer, a maior fabricante independente de medicamentos dos Estados Unidos, reduziu os preços de cinco produtos por entre 16% e 44%, de acordo com os dados.

"Os mais recentes aumentos sinalizam que os negócios continuarão como sempre, e não haverá concessões voluntárias como as que Trump indicou que estavam por surgir", disse Michael Rea, presidente-executivo da Rx Savings Solutions, que ajuda empregadores e operadoras de planos de saúde a reduzir seus gastos com medicamentos vendidos sob receita. A disparada no custo dos remédios nos Estados Unidos, nos últimos anos, provocou protestos públicos e se tornou uma questão importante para Trump, que no ano passado acusou a indústria farmacêutica de "matar sem castigo".

É a segunda vez neste ano que a Pfizer aumenta os preços de diversos remédios. Adicionados aos aumentos implementados em janeiro, os reajustes atuais significam que os preços de certos remédios subiram em quase 20% em 2018. Por exemplo, o preço médio Viagra de 100 mg no atacado subiu de US$ 73,85 no começo do ano para US$ 88,45 em 1º de julho, um aumento de 19,8%. Ainda que o tratamento para disfunção erétil venha enfrentando concorrência de alternativas genéricas mais baratas desde dezembro, alguns pacientes e médicos ainda preferem a versão da Pfizer. O site da empresa aconselha as pessoas a "pedir a marca original - a pequena pílula azul", em suas consultas médicas.

 Chantix, um remédio que ajuda as pessoas a deixar de fumar, teve aumento de 17% neste ano, e um vidro de colírio Xalatan, usado no tratamento de glaucoma, subiu de US$ 89,39 para US$ 107,05.

A Pfizer declarou que "os preços de tabela continuam inalterados no caso da maioria de nossos medicamentos. Estamos mudando os preços de 10% de nossos medicamentos, e em alguns casos os preços foram diminuídos". Os preços de tabela não refletem "o que a maioria dos pacientes e operadoras de planos de saúde pagam", a empresa acrescentou, enfatizando que o aumento líquido de preços —incluindo descontos e promoções— deve ficar abaixo de 5%. A Pfizer disse que reconhecia que a alta nas despesas pagas diretamente por pacientes estava prejudicando o acesso a remédios, e que tentava garantir que os descontos negociados com as operadoras de planos de saúde fossem repassados aos pacientes.

A empresa afirmou que oferecia diversos programas de assistência financeira a pacientes que enfrentam dificuldades para bancar seus remédios. A prática de aumentar preços nos Estados Unidos duas vezes por ano — em 10% em janeiro e pelo mesmo percentual na metade do ano — costumava ser comum na indústria farmacêutica. No entanto, em resposta ao escrutínio político mais severo sobre o setor, muitas grandes empresas agora aumentam seus preços apenas uma vez por ano, em janeiro, em geral em valores próximos mas inferiores aos 10%, o que significa que a inflação anual no custo dos remédios fica abaixo de 10%. Diversas outras fabricantes de medicamentos também aumentaram seus preços em 1º de julho, de acordo com números vistos pelo Financial Times, entre as quais a Acella Pharmaceuticals, que aumentou os preços de 20 de seus produtos.

Fonte: Folha de S. Paulo
 












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