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Pneumonia causada por bactérias resistentes a antibióticos avança no Brasil

A data de 12 de novembro marca o Dia Mundial da Pneumonia, mas representa também o início da Semana Mundial do Uso Consciente de Antibióticos, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E os dois assuntos estão, cada vez mais, relacionados. O número de casos de pneumonia bacteriana provocados pelo sorotipo 19A do pneumococo, por exemplo, uma linhagem resistente à penicilina e a outros antibióticos, tem crescido. Entre 2010 e 2017, a frequência desse sorotipo em crianças brasileiras menores de 5 anos passou de 6%1 para 32%, de acordo com dados do Instituto Adolfo Lutz.

O aumento do sorotipo 19A no Brasil segue uma tendência mundial, uma vez que esse fenômeno já foi identificado também nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália². “O sorotipo 19 A aproveita a redução de outras cepas, que estão se tornando menos comuns em razão da vacinação infantil contra outros tipos a partir do Programa de Imunização (PNI), para aumentar sua presença”, afirma o médico José Geraldo Ribeiro, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

Dados do Centro de Bacteriologia do Instituto Adolfo Lutz³ revelam que 45% dos casos das pneumonias pneumocócicas avaliadas pelo serviço em crianças abaixo de 5 anos no Brasil são provocados pelos sorotipos 19 A, 6 A e 3, que não integram a vacina conjugada pneumocócica 10-valente, incluída no calendário infantil do PNI em 2010. “A cepa 19A, em especial, merece atenção porque frequentemente está associada à doença pneumocócica invasiva, quando a bactéria é encontrada na corrente sanguínea, por exemplo, o que configura um quadro mais grave”, explica o médico.
 
A pneumonia é uma doença respiratória provocada por bactérias, vírus ou fungos. E três a cada 10 casos diagnosticados estão associados à bactéria pneumococo4. Além disso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está entre os 15 países com maior incidência de infecções por esse microrganismo, que provoca 1,6 milhão de mortes por ano em todo o mundo5. Portanto, a vacinação contra esse agente é de grande importância e está bem estabelecida nos calendários vacinais do Brasil e do mundo.

Entre as vacinas que podem proteger os pacientes contra as pneumonias pneumocócicas está a Prevenar 13, da Pfizer, a única que oferece proteção contra os outros 13 sorotipos de pneumococo mais prevalentes em todo o mundo:1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F. Trata-se, ainda, da única vacina pneumocócica conjugada licenciada para todas as idades no Brasil, a partir dos 2 meses de vida.

“Seja nos postos ou na rede particular, o mais importante é que os pais não deixem de vacinar seus filhos contra as doenças pneumocócicas, que representam uma causa importante de hospitalização e morte no País”, afirma o médico. Manter a carteirinha de vacinação em dia também é uma medida importante para o combate à resistência bacteriana, como forma de prevenir infecções que costumam provocar a hospitalização dos pacientes, aumentando sua exposição a um ambiente que propicia maior contato com as bactérias multirresistentes.

Conscientização

​A imunização contra as doenças pneumocócicas também é um dos temas da campanha #MAISQUEUMPALPITE, uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Pediatria em parceria com a Pfizer que tem o objetivo de levar informações seguras sobre a proteção da saúde infantil em seus mais diversos aspectos, com foco no pleno desenvolvimento das crianças. Os pais podem esclarecer suas dúvidas por meio de conteúdos em formatos diferentes, disseminados pelas redes sociais: facebook.com/maisqueumpalpite e .instagram.com/maisqueumpalpite.

REFERÊNCIAS:
1.  ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Informe Regional de SIREVA II, 2010: datos por país y por grupos de edad sobre las características de los aislamientos de Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae y Neisseria meningitidis en procesos invasores. Washington, D.C.: OPS, © 2011
2. SHARMA D, BAUGHMAN W, HOLST A, THOMAS S, JACKSON D, CARVALHO MG. et al- Pneumococcal carriage andinvasive disease in children before introduction of the 13-valent conjugate vaccine: comparison with the erabefore 7-valent conjugate vaccine. Pediatr Infect Dis J 2013; 32(2):196. Doi 10. 1097/INF.0b013e3182788fdd).
3. SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE, Coordenadoria de Controle de Doenças, Instituto Adolfo Lutz. Informação da vigilância das pneumonias e meningites bacterianas. Brasil, 2017.
4. WELTE T et al. Thorax, volume 67(1), pages 71-79, 2012.
5.  RUDAN I et al. Epidemiology and etiology of childhood pneumonia. Bull World Health Organ. 2008;86:408-16.












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