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Cimed cresce e atinge receita de R$ 1,3 bilhão

Líder no mercado brasileiro de medicamentos isentos de prescrição (OTC, na sigla em inglês), o grupo Cimed caminha para encerrar 2018 com receita líquida de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 30% na comparação anual, e chegou à quarta posição do ranking das maiores farmacêuticas em unidades vendidas, atrás do grupo NC (dono da EMS), Hypera Pharma e Sanofi, segundo dados da IQVIA de outubro.

O forte desempenho - nos últimos dez anos, a Cimed cresceu em média o dobro do mercado nacional - a coloca no rumo para alcançar a marca de R$ 2 bilhões em 2020 e foi impulsionado por ganho de participação, combinado à estrutura própria de distribuição e vendas, diz o presidente João Adibe Marques, filho do fundador da farmacêutica, João de Castro Marques. A desvalorização do real, porém, deixou marcas na rentabilidade especialmente neste ano.

Outra contribuição importante para o crescimento das vendas veio da maior presença nas prateleiras das grandes redes de farmácias, reunidas na Abrafarma. Até 2017, conta Marques, a atuação da Cimed estava muito concentrada nas drogarias independentes. Com preços competitivos e agilidade na entrega de seus produtos, o grupo apresentou um plano de ação às varejistas e conquistou espaço nas grandes bandeiras. Hoje, por exemplo, a Cimed é a maior marca em vendas de genéricos na Drogaria São Paulo, que se fundiu à Pacheco no grupo DPSP.

Para Marques, o fato de a operação do grupo ser verticalizada possibilita a prática de preços competitivos, em um momento marcado pelo acirramento da concorrência entre as redes, que têm concedido descontos crescentes em genéricos para avançar justamente sobre as lojas independentes. Além isso, há forte pressão nas margens vinda da desvalorização cambial, uma vez que praticamente toda matéria-prima para a produção de remédios no país é importadas.

"Estamos absorvendo o impacto do câmbio, e tentando compensar em outras frentes", afirma o empresário. A escala da Cimed, com produção mensal de 45 milhões de caixas de medicamentos, também colabora para mitigar os danos à margem. E pesados investimentos em marketing - são R$ 120 milhões por ano, ou cerca de 10% das vendas líquidas - complementam a estratégia. Essa é a maior conta do grupo, e engloba todas as ações nessa área.

No ciclo de crescimento, laboratório investe mais de R$ 200 milhões para erguer uma nova fábrica em Pouso Alegre

A farmacêutica tem contrato de patrocínio com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). No automobilismo, a empresa mantém uma equipe própria, a Cimed Racing. João Adibe é ex-piloto da Stock Car.

Estar perto do consumidor e promover a marca são iniciativas fundamentais para sustentar as vendas, uma vez que 70% do negócio do grupo está baseado no autosserviço, ou do balcão da farmácia para fora. "Esse é o nosso forte. É onde mais vendemos e onde mais crescemos", afirma Marques.

Junto com as receitas, a organização toda cresceu, o que levou recentemente a área administrativa a mudar de endereço. Agora, o escritório da Cimed ocupa dois andares de um edifício corporativo na avenida Faria Lima, na capital paulista, no mesmo local que antes abrigava a Península Participações, empresa de investimentos da família do empresário Abílio Diniz. Parte da equipe ainda está no endereço antigo, que mais à frente será desativado.

No parque produtivo, para suportar o crescimento projetado para os próximos anos, a Cimed está investindo mais de R$ 200 milhões em uma nova fábrica em Pouso Alegre (MG). O projeto já está em andamento e pode ganhar musculatura nas próximas semanas, a depender de negociações sobre uma nova área naquela região. A expansão de capacidade, conta Marques, é necessária para garantir o atendimento ao tamanho projetado para o grupo após 2020. Parte dos recursos deve ser financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ao longo deste ano, a Cimed lançou 60 produtos, incluindo novas apresentações, e para 2019, projeta lançar entre 60 e 80 novidades. Dezenove medicamentos da farmacêutica que estavam na fila da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram registrados e chegarão a mercado a partir de janeiro. Internamente, conta o empresário, o slogan é que a Cimed é uma máquina de lançamentos.

Fonte: Valor Econômico












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