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Anvisa e Sindusfarma lançam pesquisa para conhecer perfil de quem notifica eventos adversos

A Anvisa e o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma) querem conhecer melhor como está sendo feita a notificação de eventos adversos e o perfil de quem faz os registros. Para isso, a Anvisa, juntamente com o Sindusfarma, lançou uma pesquisa que busca entender esse processo na rotina dos profissionais de saúde. O objetivo é identificar as práticas e os comportamentos dos notificadores em relação à farmacovigilância no país. 
 
A pesquisa é curta e exige cerca de cinco minutos para ser respondida. As quatro primeiras questões identificam a categoria profissional do entrevistado (médico, enfermeiro, farmacêutico etc.), seu nível de escolaridade, sua faixa etária e região de atuação. Participe agora da pesquisa sobre notificadores de eventos adversos.  Logo depois, oito questões pretendem identificar como o notificador adquire ou adquiriu os conhecimentos que aplica na prática da farmacovigilância, a qual instituição o profissional se reporta quando há relatos e quais os critérios usados para decidir fazer ou não o registro, bem como sua principal motivação para informar um evento adverso. 
 
Além disso, busca-se entender o que estimularia o profissional a notificar ou até aumentar a notificação de eventos adversos nos serviços de saúde. Na última etapa, o objetivo das questões é identificar onde a pessoa que notifica busca informações sobre os medicamentos que são prescritos. No âmbito da Anvisa, a pesquisa está sendo conduzida pela Gerência de Farmacovigilância (GFARM).  
 
Parceria  
 
O levantamento sobre farmacovigilância é resultado do Acordo de Cooperação Técnica 04, de 2018, firmado entre a Anvisa e o Sindusfarma, e de uma oficina realizada no dia 30 de novembro deste ano. A pesquisa que está em andamento no Brasil foi elaborada durante essa atividade, com base em um trabalho desenvolvido pela autoridade regulatória australiana (Therapeutic Goods Administration – TGA). 
 
Fortalecimento da farmacovigilância  
 
Espera-se que os resultados obtidos pela iniciativa da Anvisa e do Sindusfarma sirvam de subsídio para a elaboração de estratégias com vistas à ampliação da coleta de informações sobre eventos adversos associados a medicamentos no país. 
 
Ressalta-se que o monitoramento pós-mercado de medicamentos é uma atividade essencial do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que permite análises cada vez mais amplas e completas sobre o perfil de segurança dos produtos em comercialização no país, sendo uma das prioridades da Anvisa. O objetivo é oferecer maior proteção aos usuários dos medicamentos. 
 
VigiMed 
 
A Anvisa lançou, no dia (10/12), o VigiMed, que será utilizado para a notificação de eventos adversos relacionados ao uso de medicamentos e vacinas. O sistema é uma versão do VigiFlow, oferecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aos centros nacionais que fazem parte do Programa Internacional para o Monitoramento de Medicamentos da OMS. 
 
Todas as notificações de eventos adversos do VigiMed no Brasil serão cadastradas automaticamente no banco de dados nacional para depois serem enviadas ao banco mundial da OMS, respeitando as determinações da Lei 13.709, de 2018, que dispõe sobre a proteção de dados pessoais. As notificações são mantidas sob sigilo e só podem ser acessadas pela Anvisa e pelas Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais, além do próprio notificante.












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