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Campanha de alerta sinaliza para os males que a incontinência urinária causa à qualidade de vida

A incontinência urinária é definida como qualquer perda de urina. Um dos piores impactos causados é, sem dúvida, o dano emocional. A primeira reação daqueles que convivem com esse problema é se isolar das pessoas e acreditar que não tem saída ou solução. Para alertar a população sobre o problema, a SBUS-SP – Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, chama atenção para o Dia da Incontinência Urinária, lembrado em 14 de março e durante todo o mês, sobre a importância de discutir o assunto, falar dos sintomas, tratamentos, prevenção e impactos da disfunção na vida social.
 
Quem sofre desse mal, não pode ficar muito longe de um banheiro, e chega a ir mais de oito vezes por dia, atrapalhando muito a rotina diária, bem como o sono. De acordo com estudo feito pela LUTS Brasil, 50% dos brasileiros, com sintomas urinários, consideram-se insatisfeitos em relação à sua condição e, 70% a 75% deles, não procuram o urologista.

O problema chega a ser comparado a um “câncer social”, segundo o Dr. Flavio Trigo, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de SP, também coordenador do Centro de Incontinência Urinária do Hospital Sírio-Libanês, pois, além de atrapalhar muito as tarefas cotidianas e a qualidade de vida, causa distanciamento social e quadros de depressão. “Embora a Incontinência Urinária possa ocorrer em todas as faixas etárias, o número de casos aumenta com o decorrer da idade, e é mais frequente no sexo feminino”, diz o urologista.

Existem basicamente dois tipos de incontinência: aquela relacionada a esforços, em que o paciente perde urina sempre que tosse, espirra, faz exercícios físicos etc, e quando relacionada à bexiga hiperativa. Neste último caso, a perda está relacionada a urgência, ou seja, o desejo súbito e intenso de urinar. Além disso, quem sofre desse mal, muitas vezes, não pode ficar muito longe de um banheiro, e chega a ir mais de oito vezes por dia, atrapalhando muito a rotina diária, bem como o sono.

O médico explica que é provocada pelo desgaste e perda do tônus muscular na região pélvica, no caso da incontinência de esforço ou por uma hiperatividade da bexiga quando a incontinência urinária de urgência está associada à bexiga hiperativa. “É um problema de saúde pública no mundo todo. Além de provocar uma mudança radical na rotina desses pacientes, leva ao distanciamento, isolamento e exclusão social, e isso é muito negativo.”, explica Trigo.
O diagnóstico tem início com a investigação clínica do paciente identificando-se os sintomas. Exames complementares como a urodinâmica servem para se chegar a um diagnóstico definitivo.

Tratamento

Inicialmente, quando está numa fase inicial dos vários tipos, o tratamento pode ser feito com a mudança do estilo de vida e fisioterapia no assoalho pélvico. Nas perdas associadas a esforços, em que não houver recuperação, ou naqueles pacientes que não desejem fazer fisioterapia, recomenda-se cirurgia. Este tratamento pode ser realizado com o implante de slings, que é uma pequena tela que funciona como um suporte que sustenta a uretra em mulheres. Em homens, com incontinência de esforço leve, pode-se tentar o sling e, em casos mais intensos, esfíncter artificial, que é uma válvula sintética que substitui o esfíncter original lesado na cirurgia.

Em casos de bexiga hiperativa, o tratamento é feito com medicamentos, fisioterapia e, em caso de falha (bexiga hiperativa refratária) com o uso de toxina botulínica ou implante de um marca-passo da bexiga, chamado de neuromodulação sacral. Neste caso, um dispositivo produz estimulação elétrica contínua da raiz nervosa responsável pelo controle da bexiga, inibindo sua contração.

Desde 2014, estes novos tratamentos para a incontinência urinária foram incluídos no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e devem ser cobertos pelos planos de saúde: como implante do esfíncter urinário artificial em homens, toxina botulínica e neuromodulação.












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