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Biolab avança no exterior

Primeira molécula 100% desenvolvida pela Biolab e fruto de inovação radical, o dapaconazol será testado na África do Sul para o tratamento da tuberculose multirresistente. Ao mesmo tempo, a farmacêutica brasileira está em tratativas com laboratórios internacionais para oferecer a formulação tópica desse potente antifúngico, cujo nome comercial é Zilt, em outros países. No Brasil, a pomada deve chegar às farmácias em 2020.

Resultado de nove anos de pesquisas e desenvolvimento dentro da Biolab, o dapaconazol é um composto orgânico que age contra agentes causadores de infecções fúngicas graves em pacientes imunodeprimidos, como portadores do HIV, e de dermatomicoses. A versão em pomada, a primeira a estar disponível, está encerrando a fase 3 dos estudos clínicos.

Apresentada na Bio International Convention do ano passado, principal evento de biotecnologia do mundo, a molécula chamou a atenção do governo da África do Sul, que busca um tratamento mais eficiente para a doença que atinge mais de 450 mil pessoas por ano no país. Na edição da Bio deste ano, no início de junho, o acordo com o Departamento de Ciência e Tecnologia e o Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul (Samrc, na sigla em inglês) foi firmado e a Biolab cedeu a matéria-prima para os testes, além da autorização de uso, já que o dapaconazol foi patenteado.

De acordo com o presidente e um dos sócios da farmacêutica, Cleiton de Castro Marques, o interesse dos sul-africanos surpreendeu porque a molécula foi sintetizada inicialmente com vistas a outros alvos - a pomada é indicada para micose de unha e para uso vaginal, enquanto o antifúngico injetável, para pacientes imunodeprimidos com infecções graves, ainda está em estágio pré-clínico.

Cientistas da África do Sul, porém, descobriram que moléculas com perfil antimicótico podem combater com sucesso também bactérias causadoras da tuberculose multirresistente. "Esperamos que essa seja a primeira de muitas parcerias. Com o registro, o dapaconazol será um produto para o mundo", diz Marques. "A Biolab entende que sua internacionalização se dará via inovação".

O primeiro passo de internacionalização da farmacêutica, que montou um centro de pesquisa e desenvolvimento no Canadá, foi possibilitado justamente por outro produto inovador, o Vonau Flash (ondansetrona), contra náusea e vômito e de dissolução oral imediata. Desenvolvido em parceria com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), o medicamento foi lançado em 2005, está entre os 15 produtos mais vendidos do Brasil e já foi registrado no Peru e no Equador.

O medicamento, que no Brasil alcançou fatia de quase 50% do mercado em que participa, está em fase de registro em outros países da América do Sul e Central, México e Arábia Saudita. O dossiê também está sendo adequado para os mercados altamente regulados.

De acordo com Marques, a Biolab, que investe 7% de seu faturamento anual em pesquisa, desenvolvimento e inovação, tem outras cinco moléculas inovadoras em estudo, uma delas para tratamento do câncer de próstata.

Fonte: Valor Econômico












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