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Transmissão de Hepatite B durante a gravidez aumenta 5,5% anualmente desde 1998, nos EUA

A Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos reforça a recomendação de que gestantes devem fazer o rastreamento de hepatite B (HBV). A indicação é justificada pelo crescente aumento de transmissão do vírus via perinatal, ou seja, de mãe para filho, na gestação, durante ou após o nascimento. Segundo a Força-Tarefa, os casos de contágio deste tipo aumentam 5,5% anualmente desde 1998.

Segundo João Renato Rebello Pinho, médico patologista clínico e membro da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, o rastreamento deve ser feito através da solicitação do exame de sangue HBsAg, na primeira consulta do pré-natal. "As crianças infectadas pelo HBV têm maior probabilidade de desenvolver infecção crônica, que pode desencadear morbidade e a mortalidade a longo prazo, predispondo à cirrose ou câncer de fígado", completa.

O médico reforça que além da transmissão vertical (de mãe para filho) a doença é transmissível através do sexo e do sangue. "O teste é especialmente importante para mulheres que se enquadram em grupos de alto risco, como profissionais de saúde, aquelas que não foram vacinadas, usuárias de drogas injetáveis ou ainda que tenham tido relação sexual desprotegida".

Segundo o Ministério da Saúde, entre 1999 e 2017, foram notificados 218.257 casos confirmados de hepatite B no Brasil. Deste total, 23.928 (10,9%) ocorreram em mulheres gestantes. A hepatite B é uma doença inflamatória infecciosa do fígado provocada pelo vírus HBV. No mundo, é a causa mais comum de hepatite aguda e de hepatite crônica. A Organização Mundial de Saúde calcula que haja cerca de 350 milhões de pessoas infectadas no mundo.

A mulher grávida que tiver hepatite B pode evitar a transmissão para o bebê através da vacinação, administração de gamaglobulina hiperimune (HBIG) e vacinação do bebê até 72h após o nascimento.

 












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