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Profissionais de saúde defendem Compliance como matéria obrigatória nas faculdades

Os debatedores do painel “Os Desafios das Sociedades Médicas e Operadoras de Planos de Saúde: Sensibilidade, Modelos Comportamentais e Dilemas Éticos do Profissional de Saúde”, durante o Ética Saúde Summit 2019, realizado em 7 de novembro em São Paulo, foram unânimes: a disciplina Compliance deveria fazer parte da grade curricular das faculdades de medicina e odontologia. O painel foi moderado pela coordenadora Executiva do FGVethics, Luciana Stocco Betiol.

“O ser humano sempre vive entre a solidariedade e a sobrevivência. Em época de crise, nos preocupamos com a nossa sobrevivência, porém, nenhuma diminuição remuneratória pode ser motivo para corrupção. Isso é crime e deve ser denunciado. A corrupção ainda acontece no nosso meio, com médico, com enfermeiras do centro cirúrgico, nas operadoras, não podemos fechar os olhos”, afirmou o presidente da Comissão para Controle de Material Ortopédico da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Diego Falcochio, ponderando sobre dilemas encontrados pelos profissionais da saúde já no início da vida acadêmica.

O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Fernando Augusto Alves da Costa, foi além e cobrou mais punição às atitudes ilegais. “Deveria existir um processo de punição exemplar não só para o médico, mas também para o indivíduo que o incentivou a agir de forma errada”.
Segundo o membro da Comissão de Defesa Profissional da Associação Médica Brasileira (AMB), Miyuki Goto, “vemos que existe muita informação de atitudes antiéticas, porém, não encontramos denúncias efetivas nos conselhos médicos”. Ela lembrou ainda que é preciso pensar nos possíveis conflitos com o advento da tecnologia, com telemedicina, proteção de dados, entre outros.

A tecnologia também foi citada pelo presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial (CBCTBMF), José Rodrigues Laureano Filho, que enfatizou os benefícios para o paciente. “Com ferramentas de trabalho mais modernas, somos muito mais previsíveis. Precisamos discutir um modelo de negócio que seja bom para todos, sempre respeitando os demais integrantes da cadeia”, defendeu.

Já o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Wilson Shcolnik, foi além, citando a tecnologia para realizar exames preditivos. “Como lidar com isso? Será que nós devemos informar ao paciente sobre uma doença que ele ainda não desenvolveu e que ainda não tem tratamento? Nos Estados Unidos existe uma lei de confidencialidade genética para que um paciente não seja discriminado, por exemplo, para uma vaga de emprego. Temos questões sobre testes diretos que são oferecidos aos consumidores, muitos desses exames requerem uma decisão médica”, lembrou.

Para a assessora Jurídica da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), um dos maiores desafios para as operadoras é a sustentabilidade. “É preciso criar uma cultura de compliance para todos os players, principalmente para as operadoras. Estabelecer a integridade é induzir a modelos comportamentais pautados na ética, o próprio comportamento ético pode ser indutivo de melhor remuneração, aqueles que agirem de forma ética podem ser mais valorizados, por exemplo”, defendeu Simone Parré.

“A transformação que precisamos no mercado acontece quando começo pelo meu quintal. Como tornar nossos filiados mais éticos? Um dos pontos principais na busca da ética é entender o incentivo. Muitas vezes o incentivo é o que leva as pessoas ao erro. Acredito que a informação pode auxiliar na mudança de comportamento”, finalizou o presidente da Unidas, Anderson Mendes. 












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