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Sandoz pretende ampliar sua atuação em biossimilares

A Sandoz, divisão de genérico e biossimilar da Novartis, vai lançar dois medicamentos biossimilares no Brasil neste ano e atuar no mercado privado. Em novembro e dezembro, a Sandoz recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para dois biossimilares indicados para o tratamento de doenças reumatológicas, dermatológicas e gastroenterológicas.

Marcelo Belapolsky, diretor da Sandoz no Brasil, disse que a farmacêutica irá atuar em um mercado de US$ 30 milhões por ano no país. “Não é o maior mercado para este tipo de medicamento. O segmento público gera receitas de US$ 175 milhões por ano, mas ainda precisamos entrar na lista do Ministério da Saúde e isso leva mais tempo”, disse.

Segundo ele, com a aprovação da Anvisa, o próximo passo é trabalhar junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para liberar o uso desses medicamentos pelos clientes de planos de saúde no país. “Devemos demorar de quatro a seis meses até esses biossimilares serem liberados pelo controle de qualidade. A partir daí, entraremos com o pedido de compra junto à matriz”, afirmou.

Os medicamentos serão importados da Áustria. “O biossimilar é uma grande oportunidade de crescimento no Brasil. É um mercado que deve se desenvolver muito nos próximos anos. Por isso, já desenvolvemos uma parceria junto a Bionovis e a Fiocruz /Bio-Manguinhos, para o desenvolvimento de molécula.” 

Belapolsky se referiu à Parcerias para Desenvolvimento Produtivo (PDPs) em que a Sandoz irá transferir tecnologia para a Bionovis, o parceiro privado, e a Fiocruz/ BioManguinhos, parceiro público, no desenvolvimento de um biofármaco. A Sandoz já tem em seu portfólio dois medicamentos o Zarzio (filgrastim), indicado para a redução da duração da neutropenia (redução da contagem de glóbulos brancos) em pacientes que fazem uso de quimioterapia para o câncer e o Riximyo (rituximabe), primeiro medicamento deste tipo aprovado no país. “A Sandoz tem oito biofármaco no mercado mundial, no Brasil teremos, em 2020, quatro. Ainda há muito o que crescer por aqui. Até 2022 deveremos lançar quatro moléculas no mercado brasileiro”, disse o executivo.

O desenvolvimento desse mercado no país irá aumentar os ganhos da subsidiária nos próximos anos. Belapolsky disse que, em 2019, o faturamento da companhia no Brasil deve ter chegado a US$ 200 milhões. Para 2020, a expectativa é crescimento entre 5% a 6%, isso porque as vendas dos novos biofármacos devem começar mais no fim do ano. “Estamos contando somente o crescimento com a divisão de genéricos. Aliás, devemos lançar mais oito medicamentos em 2020”, afirmou o executivo.

Atualmente, a Sandoz tem um portfólio de cerca de 75 moléculas, entre genéricos, branded generics, biossimilares e produtos maduros, disponíveis no mercado e aproximadamente 270 apresentações. “Os genéricos que serão lançados serão indicados para o tratamento de doenças do sistema nervoso central, cardiovascular, oncologia e para dor.” 

Segundo o executivo, a farmacêutica não deverá fazer investimentos na ampliação de produção na fábrica de Cambé, no Paraná. “Temos capacidade para aumentar a produção de 20% a 25%. Hoje, produzimos 80 milhões de unidades por ano nessa fábrica”, afirmou Belapolsky acrescentando que 95% da produção é destinada ao mercado interno. “Exportamos muito pouco para a Europa. Essa fábrica é realmente dedicada ao Brasil.” 

Fonte: Valor Econômico












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