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Anvisa quebra paradigmas e libera terapias alternativas no Brasil pela primeira vez

Pela primeira vez, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou, durante a convenção da OMS (Organização Mundial da Saúde), em Genebra, na Suíça, a autorização de produtos sem registros em casos de pacientes cujas possibilidades de tratamento foram todas esgotadas.

De acordo com o neurocirurgião e neurocientista do Hospital das Clínicas de SP, Dr. Fernando Gomes, essa é a maior quebra de paradigma na história da Anvisa, e os portadores de doenças raras e pacientes sem chances de cura serão os principais beneficiados já que as novas normas permitirão tratamentos que até então não era autorizados como terapia celular e terapia com células-tronco.

"É um grande marco na história da medicina, já que a partir de agora nós, médicos, teremos a oportunidade de aderir a novas técnicas alternativas terapêuticas independentemente disso estar ligado a uma determinada pesquisa específica", explica Dr Fernando.

Mas, para ambas terapias é preciso autorização a Anvisa para dar andamento aos procedimentos.

Na terapia gênica (tratamento baseado na introdução de genes sadios com uso de técnicas de DNA recombinante) a agência passa a ter 30 dias para liberar o procedimento e, caso não conclua a avaliação nesse prazo, o médico está automaticamente autorizado a prosseguir com o tratamento.

Já para a terapia celular, que é a grande expectativa de cura para diversos tipos de câncer, não existem limites para aplicação das técnicas.

Dr. Fernando comenta que essa proatividade brasileira coloca o país na evolução da ciência a favor da saúde e da vida. "O Brasil se torna o primeiro da América Latina a quebrar barreiras para tratamentos e produtos inovadores e ainda pode evoluir no desenvolvimento da pesquisa em torno disso para agilizar a chegada das terapias nos serviços públicos de saúde, que poderão ser aplicadas no público a custos bem menores - é realmente uma luz para melhorar o sistema público de saúde por aqui", finaliza o médico. 












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