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Janssen irá iniciar estudos om medicamentos do seu portfólio que possam ser eficazes na redução da mortalidade nos pacientes infectados com o novo coronavírus

Braço farmacêutico da americana Johnson&Johnson, a Janssen irá iniciar estudos clínicos com medicamentos do seu portfólio que possam ser eficazes na redução da mortalidade nos pacientes infectados com o novo coronavírus. A companhia também participa do desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19. O vice-presidente da Janssen para a América Latina, Josue Bacaltchuk, disse que a farmacêutica está na fase de avaliação do seu portfólio para escolha do medicamento.

“Ampliamos a triagem de compostos de medicamentos nossos e de outras empresas para avaliar a atividade antiviral para combater esse vírus. E a segunda frente da empresa é a proposta de estudos com medicamentos para ajudar a reduzir a gravidade e a mortalidade da doença em pacientes graves. Estamos na fase de identificação dos compostos. São medicamentos nossos que não têm indicação para a covid-19 e que, eventualmente, existam centros que estejam fazendo estudos, mas não controlados como que acreditamos que devam ser”, disse.

A iniciativa da Janssen é, segundo Bacaltchuk, uma frente secundária quando se compara com o desenvolvimento da vacina. O executivo disse que a companhia considera a criação da vacina a resposta mais importante para essa pandemia. “Uma vacina poderá garantir a volta a normalidade em 100%. Enquanto não tiver uma prevenção desse tipo estaremos sempre precisando de uma solução. Além disso, com a vacina podemos ter a chance de erradicar o vírus.”

A vacina da Janssen é uma das cinco em desenvolvimento no mundo que estão em estágio mais avançado. No acaso da farmacêutica, os testes de eficácia em animais começaram há pouco tempo e o executivo acredita que todos os dados devem estar avaliados até agosto. Depois começam os testes clínicos em humanos. “Desde janeiro, quando se descobriu o sequenciamento genético do novo coronavírus fizemos uma parceria nos Estados Unidos com a Barda (Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado), para o desenvolvimento tecnológico da vacina. Já tínhamos uma plataforma tecnológica, com a qual desenvolvemos outras vacinas, como a do ebola. Isso acelerou o processo”, disse o executivo.

A plataforma da Janssen é a AdVac®, que proporciona a capacidade de desenvolver rapidamente novas candidatas a vacinas e aumentar a produção em larga escala. “O novo coronavírus tem proteínas em sua coroa [espícula] que faz o vírus entrar dentro da célula. A nossa proposta é retirar uma parte do código da proteína dessa coroa e incorporamos um adenovírus atenuado, que é um vírus que causa o resfriado, como se fosse o transportador, e injetamos na pessoa. Com isso, ele leva o código genético para dentro do corpo e isso desencadeia uma resposta imunológica, o organismo produz anticorpos contra essa proteína e isso faz com que o vírus não entre na célula”, explicou.

Segundo Bacaltchuk, a Janssen e a Barda vão investir US$ 1 bilhão no desenvolvimento, pesquisa, estudos clínicos e produção dessa vacina. O executivo disse que ainda não estão definidos em quais países os ensaios clínicos em humanos serão feitos, mas a produção da vacina será na Holanda e em uma fábrica nos Estados Unidos. “Desde que decidimos pelo desenvolvimento da vacina já começamos os aportes para ampliar a produção nessa fábrica na Holanda e no investimento conjunto na construção de uma unidade, que será em parceira com a Barda, nos EUA. A nossa parceira vai aportar na fábrica americana US$ 456 milhões”, disse Bacaltchuk. No próximo ano, a meta da companhia é produzir 1 bilhão de doses da vacina e começar a imunização no primeiro trimestre de 2021.

Fonte: Valor Econômico












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