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Maioria dos pacientes com asma grave é elegível aos tratamentos de última geração, revela estudo

 chegada do inverno chama atenção para um problema importante relacionado à saúde respiratória: a asma, doença que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo 20 milhões no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Desse universo, entre 5 e 10% têm asma de difícil tratamento, caracterizada por quadros de exacerbações frequentes, mesmo com o tratamento adequado, que inclui altas doses diárias de corticoide inalado e necessidade de uso frequente de corticoides por via oral ou injetável. Uma parte deste pacientes não melhora porque não segue o tratamento prescrito, usa incorretamente seu inalador, continua exposto a irritantes ou alérgenos ou tem outras enfermidades não controladas que dificultam o tratamento da asma. A outra parte, no entanto, não melhora apesar de todos os problemas listados terem sido contornados. Estes têm asma grave.

Para entender a perspectiva de utilidade de terapias de última geração para a asma grave, um estudo inédito conduzido pelo médico pneumologista, Álvaro Cruz, diretor executivo da Fundação ProAR e membro do Conselho Diretor da Iniciativa Global contra a Asma (GINA), avaliou o potencial de elegibilidade e o perfil dos pacientes com asma grave para o uso desses tratamentos. De acordo com a pesquisa, entre os 172 participantes com asma grave, 60% poderiam beneficiar-se de tratamento com imunobiológios. Entre os pacientes com asma grave, 55,8% tinham a sua asma mal controlada apesar do tratamento usual, 78% relataram pelo menos uma exacerbação no ano anterior, 15% tiveram pelo menos três exacerbações e 22% registraram cinco ou mais crises no mesmo intervalo de 12 meses.

"A asma grave exige um diagnóstico preciso, feito por um especialista, que definirá o tratamento necessário e mais adequado a ser adotado. O estudo mostrou que há um grupo grande, com asma grave, que apresenta um perfil elegível para tratar a doença com imunobiológicos, caso o especialista julgue ser a melhor opção terapêutica. Atualmente, este tipo de terapia de última geração não é tão acessível pelo alto custo. Entretanto, há uma expectativa de que este cenário possa mudar, no segundo semestre deste ano, com a possível incorporação dessas tecnologias de última geração pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, por meio dos planos de saúde, o que seria um grande avanço para os pacientes", projeta Álvaro Cruz.

Asma grave e Covid-19

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os pacientes que têm asma, principalmente em sua forma grave, precisam cuidar ainda mais da saúde respiratória. Segundo a entidade, esse grupo está mais propenso a desenvolver complicações, se infectados pelo novo coronavírus. Diante desse cenário, a ASBAI recomenda ao paciente manter o tratamento em dia. 












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