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Doenças do coração devem ser uma das prioridades na retomada de procedimentos eletivos

Os procedimentos eletivos, aqueles que não têm caráter de urgência, foram interrompidos durante a pandemia do coronavírus. Foi o caso de pacientes com alguns tipos de doenças do coração, como a arritmia cardíaca, em situações que não eram graves. Como retomar e priorizar esses procedimentos de forma eficiente, segura e rápida, com protocolos e fluxos determinados, foi o tema do webinar "O coração não pode esperar: priorizando a atenção da arritmia", realizado no dia 15 de julho pela Johnson & Johnson Medical Devices (JJMD), área de dispositivos médicos da companhia, em parceria com a Distrito, empresa que realiza projetos de inovação aberta.

Participaram do encontro: Fabricio Campolina, Healthcare Transformation Officer da JJMD para América Latina; Pinar Kurt, líder regional da Biosense Webster, franquia da JJMD, na América Latina; José Osorio, diretor de eletrofisiologia da Grandview Medical Center, dos EUA; Mauricio Scanavacca, eletrofisiologista do Incor (Instituto do Coração)/HCFMUSP; Olga Souza, diretora nacional de cardiologia da Rede D’or; Sabrina Bernardez, value management office do HCo (Hospital do Coração); e Silvio Junqueira, diretor de economia de saúde e acesso da JJMD.

Durante a pandemia, sociedades médicas da área de cardiologia orientaram e estabeleceram protocolos para que cada serviço pudesse se adaptar e encontrar a melhor maneira de lidar com os procedimentos atrasados. "No caso de arritmias cardíacas, como a fibrilação atrial, a retomada é importante porque a ablação por cateter é feita geralmente em casos graves e como recurso para levar na qualidade de vida do paciente e diminuir as chances de piora no futuro. Além disso, neste período pelo qual estamos passando, muitos pacientes adiaram a ida a médicos com medo de contrair a Covid-19, o que pode ter agravado a situação", relata Pinar Kurt, líder regional da Biosense Webster.

Análise das situações clínicas distintas, priorização baseada em urgência clínica e reavaliação do quadro, fluxo de agendamento, espaços reservados, avaliação do risco relacionado ao contágio da Covid-19, padronização dos serviços, alinhamento de stakeholders, e análise da situação financeira são algumas das medidas destacadas no webinar, essenciais para serem adotadas nesse processo. Foram mostrados também cases do Incor, Rede D’or, HCor e da Grandview Medical Center, que estão voltando com os procedimentos eletivos da área de cardiologia e eletrofisiologia, com protocolos focando na eficiência e segurança.

Durante essa retomada é importante que médicos e instituições de saúde tenham protocolos adequados com enfoque na segurança dos pacientes e das equipes médicas. Para colaborar no que for necessário, a JJMD criou um site com informações sobre orientações e protocolos, e melhores práticas em cirurgia segura para que profissionais de saúde e líderes de hospitais possam consultar. A iniciativa faz parte do programa "Road Back to Surgery", elaborado para que todos possam se sentir seguros e preparados, em um momento em que a Covid-19 ainda é realidade no Brasil. "Precisa-se criar ambientes seguros nos hospitais, com protocolos, para os eletrofisiologistas realizarem esse procedimento de ablação por cateter, por exemplo. É necessário o olhar humano para ver o que é melhor para cada indivíduo. Além disso, a conscientização do paciente de que o hospital pode ser um ambiente seguro é fundamental para que ele busque ajuda médica, quando precisar", afirma Campolina.

A tecnologia também foi abordada como parte essencial nesse processo durante a pandemia. Com a telemedicina, os médicos mantiveram seus pacientes em casa seguros, ao mesmo tempo em que puderam acompanhar o quadro clínico, para ver se havia mudanças significativas. "Paciente monitorado o tempo todo pode apresentar melhores resultados. O monitoramento em tempo real de dados de pacientes auxilia os médicos, principalmente quando o paciente apresenta alguma mudança, para que o paciente não chegue numa situação mais grave. Uso da tecnologia é o que pode fazer muita diferença e será altamente acelerada com o tema da Covid-19", reforça o diretor e economia de saúde e acesso da JJMD, Silvio Junqueira.
 












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