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Asma grave pode custar mais de R$146 milhões para a saúde pública

A asma, doença respiratória crônica causada por uma inflamação que afeta as vias aéreas e dificulta a respiração, quando manifestada em sua forma grave pode custar R$ 146,4 milhões por ano para a saúde pública no Brasil1-3. O número é de um estudo realizado nacionalmente para estimar o peso econômico da asma severa no Sistema de Saúde Público e considera os custos diretos e indiretos dos pacientes.
Estima-se que 20 milhões de pessoas no mundo têm asma, considerando crianças, adolescentes e adultos4. Aquelas que enfrentam a forma grave da doença representam 3,7% do total de casos5.

Os pacientes com asma grave não controlada convivem com tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar6-8. Esses pacientes têm maior risco de passar por crises graves que podem demandar atendimentos em pronto-socorro ou mesmo hospitalizações6-8. Um estudo nacional com 74 pacientes com asma grave não controlada de um centro de referência de asma grave revelou que 63% foram hospitalizados 5 vezes ou mais por exacerbação da doença, 34% foram hospitalizados no ano anterior a avaliação e 50% deles necessitaram internação em UTI8.

A doença

A asma pode ser dividida em três tipos segundo a origem: a alérgica, a eosinofílica e a mista (eosinofílica-alérgica), que detém a maior parte dos pacientes9,10. Esses três tipos de asma são desdobramentos da inflamação tipo 29,10.

Presente em cerca de 50% a 70% dos pacientes com asma, trata-se de um mecanismo de defesa do sistema imunológico contra um fator irritante que, quando acontece de forma exagerada, pode causar também dermatite atópica, rinite alérgica e rinossinusite crônica com pólipo nasal1,9-12.
A maioria dos pacientes atingem o controle da asma com uso de corticoide inalatório e broncodilatador5. No entanto, 34% dos pacientes de um centro de referência da doença continuam com a doença não controlada, mesmo após tais usos e otimização do tratamento8.Embora o uso recorrente de corticoides orais possa aliviar os sintomas graves, as diretrizes sugerem limitar o uso recorrente aos pacientes mais graves, devido ao potencial de efeitos colaterais5.

Novidades no tratamento de asma grave

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente a indicação de dupilumabe para o tratamento da asma grave com inflamação tipo 2, caracterizada por eosinófilos elevados no sangue e/ou FeNO (fração exalada de óxido nítrico)13. A terapia atende a uma parcela dos pacientes com asma grave que,mesmo após altas doses de corticosteroide inalatório associado a um segundo controlador,apresentam persistência dos sintomasrespiratórios, não atingindo o controle adequado da asma. Isso pode torná-los aptos para o tratamento com medicamentos biológicos, como o dupilumabe.


 
Referências
1. Global Asthma Network. The Global Asthma Report 2014. Auckland, New Zealand, 2014.
2. Carr TF. Asthma heterogeneity and severity. World Allergy Organ J. December 2016.
3. André Marques dos Santos; Helder Paiva; Roberta Monteiro; Rafael Bonamichi et al. Impacto econômico da asma grave no Sistema Público de Saúde Brasileiro (SUS). In: PRIMEIRO CONGRESSO DA REBRATS , 2019, Brasília. Anais eletrônicos... Campinas, GALOÁ, 2019. Disponível em: . Acesso em: 17 fev. 2020.
4. Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geogra­fia e Estatística (IBGE).
5. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2019. Disponível em: https://ginasthma.org/gina-reports/ [Acesso em 04/11/2019]
6. Haselkorn T, Fish JE, Zeiger RS, et al. Consistently very poorly controlled asthma, as defined by the impairment domain of the Expert Panel Report 3 guidelines, increases risk for future severe asthma exacerbations in The Epidemiology and Natural History of Asthma: Outcomes and Treatment Regimens (TENOR) study. J Allergy Clin. 2009;124(5):895-902.
7. O'Byrne PM, Pedersen S, Lamm CJ, et al. Severe exacerbations and decline in lung function in asthma. Am J RespirCrit Care Med. 2009;179(1):19-24.
8. de Carvalho-Pinto RM, Cukier A, Angelini L, Antonangelo L, Mauad T, Dolhnikoff M, et al. Clinical characteristics and possible phenotypes of an adult severe asthma population. Respiratory medicine. 2012;106(1):47-569.
9. SeysAF,Scheers H, Van den Brande, P, et al. Cluster analysis of sputum cytokine-high profiles reveals diversity in T(h)2-high asthma patients. Respir Res. 2017;18(1):39. doi:10.1186/s12931-017-0524-y.
10. Peters MC, Mekonnen ZK, Yuan S, et al. Measure of gene expression in sputum cells can identify TH2-high and TH2-low subtypes of asthma. J Allergy Clin Immunol. 2014;133(2):388-394.
11. N. A. Gandhi, B. L. Bennett and N. M. Graham, “Targeting key proximal drivers of type 2 inflammation in disease,” Nature Reviews Drug Discovery, vol. 15, no. 1, pp. 35-50, 16 October 2016.
12. S. Carr, E. Chan, and W. Watson, “Eosinophilic esophagitis,” Allergy, Asthma & Clinical Immunology, vol. 14, no. Suppl 1, p. 58, 2018
13. Anvisa. Dupixent (Dupilumabe) Bula. Dispinível em: http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp Acesso em: Março 2020.

 












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