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Fapesp repassará R$ 82,5 milhões para vacina ao Instituto Butantan

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Todos pela Saúde, fundo criado em abril pelo Itaú Unibanco para o enfrentamento da Covid-19 no Brasil, vão repassar R$ 82,5 milhões para o Instituto Butantan usar no desenvolvimento dos ensaios clínicos de fase três da vacina Coronavac, da chinesa Sinovac Biotech, e na adequação de uma fábrica de produção do imunizante.

A vacina está sendo testada em 9 mil voluntários em todo o país. O Todos pela Saúde vai repassar R$ 50 milhões para a adequação da estrutura fabril do Instituto Butantan para a produção. Já a Fapesp colocará R$ 32,5 milhões no apoio para financiar os ensaios clínicos, que inclui estudos de segurança da vacina em pessoas de maior risco. A fundação também dará apoio ao processo de regulamentação da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O acordo com a gigante farmacêutica Sinovac Biotech para a produção da vacina pelo Instituto Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo, foi fechado em junho. A direção do instituto acredita que as primeiras doses estarão disponíveis em janeiro.

"A busca de uma vacina segura e eficiente contra a Covid-19 é uma prioridade em todo o mundo, por esta razão o conselho de especialistas do Todos pela Saúde tomou a decisão de fazer esse aporte para o Instituto Butantan. Além de contribuir para o combate à Covid-19, o investimento que estamos fazendo deixará um legado importante para o país, uma vez que a fábrica que estamos apoiando poderá produzir vacinas para outras doenças no futuro", disse Claudia Politanski, vice-presidente do Itaú Unibanco.

O diretor científico da Fapesp, Luiz Eugênio Mello, informou que a parceria permitirá a definição de estratégias para a pesquisa e inovação, já que será criado um biobanco com o material colhido dos voluntários.

O propósito desse projeto vai além da conclusão bem-sucedida do estudo clínico: remete também à formulação de uma política pública que favoreça a entrega para a sociedade de soluções de saúde para o enfrentamento desta e de futuras pandemias.

O anúncio da parceria acontece em meio a protestos da comunidade científica contra um projeto de lei enviado pelo governador João Doria à Assembleia Legilslativa que prevê contingenciamento de verbas de universidades estaduais e da própria Fapesp. Nesta semana, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp) organizou a um abaixo-assinado sobre o tema.

O projeto estabelece medidas gerais para ajuste fiscal em função das perdas de arrecadação com a pandemia de Covid-19. Segundo a Aciesp, que teve seu movimento apoiado pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), as perdas com a medida para realização de pesquisas são estimadas em mais de R$ 1 bilhão.

Fonte: O Globo












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